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terça-feira, 8 de outubro de 2013

A Época da Marmelada


A época da marmelada é um desgraça! Eu nem ligo muito a marmelada, nunca tenho desejos de marmelada, nunca compro nem nunca faço marmelada. Mas chega a esta altura do ano e em todo o meu redor começa um corrupio de gente a trocar sacas de marmelos, primeiro, e taças de marmelada depois. E havendo, principalmente no trabalho, eu não lhe resisto. É uma desgraça.

Em relação à marmelada que a minha mãe faz, eu sou obviamente suspeita. Mas se me perguntarem eu juro a pés juntos que não há melhor que a dela: sequinha e macia. É comum pedirem-me a receita. Eu todos os anos lha vou pedindo e partilhando mas passa um ano e já não me lembro. Este ano fica o assunto resolvido: tomei nota e agora aponto onde sei que nunca me esqueço - aqui.

A receita dela é muito, muito simples e rápida. Tirando uma parte: arranjar os marmelos, parte essa que ela faz com metódico afinco (e então destes marmelos caseiros, que vêm sempre com "olhos" e alguns com bicho, dão bem trabalho nessa parte).

Ingredientes:
Marmelos
Açúcar
(e é tudo...)

  1. Arranjar os marmelos, deixando a casca mas tirando todo e qualquer ponto negro e todo e qualquer vislumbre de caroço. Cortá-los em cubos pequenos e colocá-los de molho em água para os primeiros não oxidarem enquanto se tratam dos seguintes.
  2. Escorrer a água, pesá-los e colocar na panela de pressão.
  3. Por cima colocar um pouco menos de açúcar do que o peso dos marmelos (ex: 1kg marmelo, 0,9-0,8kg de açúcar).
  4. Levar ao lume e quando a carrapeta da panela começar a girar, contar 10 minutos.
  5. Tirar do lume, passar com a varinha mágica e distribuir por recipientes para arrefecer e secar.

Tá feito. E é assim o Outono... uma desgraça.

Bom apetite.



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Tarte Gelada de Banana e Chocolate



A ideia não era ser uma tarte gelada... A ideia era só aproveitar um cacho de bananas que ameaçava definhar intocado e um saco de biscoitos de cacau que não fizeram muito sucesso cá em casa. Daí a ideia passou a ser fazer uma tarte de banana, a meio caminho entre o cheesecake e o semi-frio. Calha que como me é típico à boca do pano descobri que a embalagem de folhas de gelatina já não tinha mais que meia folha. A tarte nunca iria solidificar. E foi assim que se tornou uma tarte gelada. E não lhe fez mal nenhum.

Ingredientes:
4 bananas médias
200ml de natas
2 colheres de sopa de açúcar
120g de biscoitos de cacau
40g de manteiga
Sumo de limão, chocolate negro


  1. Forrar uma tarteira com papel vegetal. 
  2. Pulverizar os biscoitos e misturar com a manteiga até fazer uma espécie de areia moldável. Forrar com ela o fundo da tarteira, pressionando para formar uma base compacta. 
  3. Esmagar as bananas em puré, juntar um pouco de sumo de limão (cerca de 1 colher de sopa, ajustar a gosto) e o açúcar.
  4. Bater as natas e juntar à banana. Verter a mistura na tarteira. Decorar por cima com raspas de chocolate negro. 
  5. Levar ao congelador pelo menos 4horas. Se ficar mais tempo tirar do congelador para o frigorífico, pelo menos 30minutos antes de servir.

Bom Verão e bom apetite.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cheesecake de Morango no Forno





Vi esta receita num livro do Gordon Ramsay e fiquei empolgada. Um cheesecake onde podia manter uma ilusão light, yey! Sem natas nem base de bolachas com manteiga em barda. Yey! Claro que o simples facto de ter queijo creme desfaz essa ilusão, já que os queijos-creme são 60 a 70% gordura (coitadas das natas que levam a má fama toda e afinal não passam dos 20-30%). No entanto, podem sempre usar queijo batido que sempre tem um pouco menos de gordura ou mesmo fazer o que eu fiz que foi usar queijo quark com 0,3% de gordura (colesterol oblige!), com a ressalva que uma quantidade tão baixa de gordura não vai dar um cheesecake com uma textura tão untuosa e suave (ah mas não foi isso que o impediu de desaparecer em muito pouco tempo).



Ingredientes:
Manteiga para untar
500g de queijo creme
130g de açúcar
3 ovos médios, ligeiramente batidos
2 colheres de sopa de farinha
Raspa de 1 limão
150g de morangos cortados em pedaços

Pre-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma de 23cm (é mais prático se for uma de mola).
Bater o queijo creme com o açúcar. Juntar os ovos ligeiramente batidos, aos poucos. Misturar a farinha e a raspa de limão.
Juntar os morangos e colocar a mistura na forma. Bater duas ou três vezes com ela numa superfície plana para soltar alguma bolha de ar.
Levar ao forno durante 35min. As bordas deverão estar bem cozidas mas o meio ainda um pouco mole e húmido. Deixar arrefecer e desenformar.


Como bónus, o que tem também de bom é que leva poucos ingredientes e dá muito pouco trabalho.

Bom apetite.

domingo, 5 de maio de 2013

Tarte de Queijada de Abóbora


Se a vossa mãe for tão gulosa quanto a minha, uma sobremesa é a melhor prenda que lhe podem dar neste Dia da Mãe.

A receita é baseada nesta receita do blog Receitas para a Felicidade. O puré de abóbora fiz assando dois pedaços de abóbora manteiga untados em azeite (e virados com a pele para cima). Depois tirei a pele, prensei para tirar a água em excesso e passei com a varinha.


Ingredientes:
1 placa de massa quebrada
230g de puré de abóbora
130g de açúcar
2 ovos
200g de queijo creme (usei light)
Raspa de 1 laranja
1 colher de chá de canela
1/4 colher de chá de noz moscada
1 colher de chá de baunilha


  1. Aquecer o forno a 180ºC. Preparar uma tarteira, untando-a ou forrando a papel vegetal (usei o que vem com a massa). Colocar a massa na tarteira e picá-la com um garfo.
  2. Numa taça juntar a abóbora, açúca, ovos, o queijo e os restantes ingredientes. Misturar tudo bem até ficar homogéneo. Verter na tarteira.
  3. Levar ao forno cerca de 35min, até a massa deixar de estar líquida. deixar arrefecer e servir.


Bom Dia da Mãe.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Arroz Doce de Coco e Maçã no Forno



Pela enésima vez dei cabo do carregador da máquina fotográfica (é um talento muito especial que eu tenho...) e agora estou mais ou menos restringida à máquina fotográfica do telemóvel. Grunff... Paciência!

O arroz doce, que toda a gente adora, para mim parece quase sempre um desperdício de arroz. Talvez não me parecesse um desperdício se fosse a única coisa que se pudesse fazer com arroz mas havendo arrozes de marisco, de grelos, tomate, de primavera e outono e um sem fim de outros arrozes deliciosos, para mim o arroz doce vai ficando relegado quase pro fim da lista (mesmo lá no fim de tudo está o arroz de cabidela).

Ainda assim, coisa estranha, esta semana sobrou-me metade duma lata de leite de coco light (dum caril) e de repente deu-me vontade de fazer um arroz doce com ela. Mais estranho é ainda porque também não sou muito fã de coco (pelo menos em todo a seu esplendor de intensidade de sabor e de palhinhas como textura, do leite de coco light mais suavezinho e sem palhinhas até acho bem agradável).

Fiz no forno para ser mais prático e porque fica com uma capinha tostadinha no topo interessante. A quantidade é pequena, dá pra 4 ou 5 pessoas mas pode ser facilmente dobrada.

Ingredientes:
55g de arroz carolino
300ml de leite
200ml de leite de coco (light ou normal)
2 colheres de sopa de açúcar
1 maçã
1 haste de chá princípe

  1. Num tacho levar ao lume os leite, o açúcar, a haste de chá princípe e o arroz. Quando levantar fervura desligar e deixar o repousar 15 minutos.
  2. Entretanto pré-aquecer o forno a 180ºC. Descascar a maçã e picá-la em cubinhos pequenos.
  3. Num tabuleiro ou pirex verter o arroz e misturar-lhe os cubos de maçã. Pode-se tirar o chá princípe agora ou no fim (eu deixei-a).
  4. Levar ao forno cerca de 30 minutos. Retirar do forno e deixar repousar 10 minutos antes de servir.

O arroz doce no forno também se pode fazer saltando o primeiro passo mas aí o tempo de cozedura no forno já é muito maior. Esta versão por um lado diminui o tempo de cozedura e por outro elimina a necessidade de estarmos ao fogão a mexer o arroz doce. Pode-se juntar ovos ou gemas para ficar mais rico mas eu ando de olho no meu colesterol por isso não o fiz (e o coco mesmo light já tem a sua dose de gordura). também podem pôr mais açúcar, obviamente.

Bom apetite. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Mousse de Laranja


A razão principal por tenho este blog é esta: eu sou esquecida. Muito. E queria ter um sítio prático onde me pudesse recordar do que experimentei fazer, do que achei do resultado e de como o fiz. Calha que a razão de ser do blog coincide exactamente com a razão de ser de esta receita.

Resolvi fazer, para levar para um almoço, uma sobremesa de que gosto muito mas que já não fazia há algum tempo. Comprei os ingredientes, preparei tudo, comecei a receita: vá de despejar as natas (que até pus de propósito no frigorífico) numa tigela, duas colheres de açúcar, vá de bater com a batedeira e estavam elas a ficar em chantilly quando caio em mim e me pergunto: "Mas o que é que eu tou a fazer?!". Pois, o tiramisù não precisa que se lhe batam natas, o dito nem sequer leva natas! Quem me manda não ir ver ao blog se foi pra isso que  o criei.

Lá encarrilhei na receita e fiz a sobremesa, mas fiquei com uma tigela de natas batidas de sobra e sem grande planos para elas (já há morangos à venda mas ainda têm um ar tão tristonho, de ombros desnudos e pálidos). Acabei por resolver aproveitar que estamos em boa época de laranjas e aproveitar que tinha muitas.

Ingredientes
1 pacote de natas
2 colheres de açúcar (ou mais se as laranjas forem ácidas)
Sumo de 3 laranjas
1 iogurte de baunilha
4 folhas de gelatina neutra


  1. Numa tigela bater as natas com o açúcar até ficarem firmes. 
  2. Juntar o iogurte e o sumo de laranja.
  3. Demolhar a gelatina em água até rehidratar, escorrer a água e levar ao microondas cerca de 5 segundos até dissolver. Juntar progressivamente algumas colheradas da mistura das natas à gelatina (para não arrefecer subitamente) e depois juntar à tigela do resto da mistura.
  4. Levar ao frigorífico de um dia pra o outro (ou pelo menos 4 horas).

É fácl e rápido (tirando a espera inerente a qualquer mousse) e bem mais leve que a mousse de lima que em tempos experimentei fazer.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Bolo de Pêra e Cardamomo


No ano passado houve uma noite em que à última da hora antes de um jantar no meu dia de anos, num dia de muito trabalho (véspera de festa de anos), decidi que ia fazer um pequeno bolo (simples, de baunilha e especiarias) em vez de comprar um para levar para o restaurante. Massa do pequeno bolo feita, toca de metê-lo no forno e ala pro banho que se fazia tarde. Saio do banho, vou espreitar o forno para ver como estava a correr a coisa e eis que se me acende uma luz no cantinho dos esquecimentos dentro da mente, daquelas tipo neon, a catrapiscar e a dizer FERMENTO! Pois, tinha-me esquecido de pôr fermento no bolo.

Tarde de mais pra fazer outro, tarde demais pra comprar um, os meus amigos iam ter de se conformar a um bolo pouco crescido e paciência... estava eu a pensar no exacto momento em que as mãos se me tropeçam no processo de desenformar e o bolo se parte em duas meias luas (um quarto crescente e um minguante). Bolas, o que vale é que eu já estava a ficar atrasada demais para ter tempo para me preocupar muito e vai de colá-lo com creme de caramelo que me havia sobrado das pipocas, uns enfeites de chantilli aqui e ali para disfarçar e lá seguiu.

Seguiu e contas feitas, gostei tanto da textura (consistente, a meio caminho entre um bolo e a base das tartes de amêndoa) e dos sabores (especiarias e caramelo) que fiquei a tirar a medida para voltar a fazê-lo com uns retoques (a pêra e um cheirinho de fermento). E cá está ele, a meio caminho entre um bolo e uma tarte e cheio de sabores que aquecem o tempo frio.



Ingredientes:
1 chávena de farinha sem fermento
1/4 colher de chá de fermento
1/8 colher de chá de sal
170g de manteiga sem sal
1 chávena de açúcar
3 ovos grandes
1 colher de chá de aroma de baunilha
2 sementes de cardamomo pequenas
1/2 colher de chá de canela
2 pêras rocha
Manteiga e açúcar amarelo qb.



  1. Peneirar a farinha, fermento, canela e sal para uma tigela. Moer com um almofariz o cardamomo sem a casca, até pulveriar e juntar à farinha.
  2. Noutra bater a manteiga até ficar cremosa. Juntar o açúcar e bater até ficar fofo. Juntar os ovos, um a um e por fim a baunilha.
  3. Incorporar a farinha aos poucos até ficar homogéneo.
  4. Forrar o fundo de uma forma redonda com papel vegetal. Untar toda a forma com manteiga e cobrir o fundo com açúcar amarelo. Cobrir o fundo com fatias de pêra descascadas. Por cima verter a massa do bolo.
  5. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante 30 minutos. Deixar arrefecer uns 10 minutos e desenformar para acabar de arrefecer.

A receita original era esta, mas acabou numa coisa completamente diferente. :-)
No fim, como pus pouco açúcar no fundo da forma, ainda pincelei as pêras, depois de desenformar o bolo, com algum creme de caramelo que ainda lá tinah em casa.

Bom apetite!

domingo, 13 de janeiro de 2013

Tarte de Maçã


Hoje estou pelo simples. Estamos a meio de Janeiro, ainda com a agitação natalícia na memória e para além disso este nascer de ano teve direito a um ror de dores de parto inusitadas, por isso, COMPLICAÇÕES, nem quero vê-las!

Juntando o simples ao bem que sabe acender o forno num dia cinzento e frio e dar cheiro quente e doce à casa, trago uma receita muito fácil e rápida de tarte de maçãs. Para acompanhar com o recém-descoberto (para mim) chá de camomila com anis estrelado.

 Ingredientes: 
1 rolo de massa quebrada
2 maçãs 2 colheres de sopa de açúcar
2 ovos
1 pacote de natas light
canela qb

  1. Untar uma forma de tarte e dispôr a massa quebrada. Picá-la com um garfo. 
  2. Cortar a maçã sem cascas em fatias e forrar o fundo da tarte com elas. 
  3. Numa tigela bater os ovos com as natas, o açúcar e a canela a gosto. Verter sobre as maçãs. 
  4. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC, durante cerca de 20 minutos. 

Bom apetite!

sábado, 24 de novembro de 2012

Bolo de Abóbora e Especiarias


Eu sou uma resistente ao Halloween. Não é que não lhe ache graça, não é que não adore o Jack Skellington, não é que não seja quase no meu dia de anos. É só que é giro enquanto tradição alheia mas adoptá-lo cá já me parece falso e forçado.

Não foi por isso, no entanto, que deixei de dar sacos de pipocas aos putos que cá vieram bater à porta (poucos é certo, apenas dois, mas mesmo assim e com pena minha foram dois a mais do que os cá vieram bater no dia seguinte pelo "pão por deus"). E não foi por isso que deixei de gostar muito de ver iluminada uma abóbora entalhada que me ofereceram para a minha festa de anos.


Foi essa abóbora que agora veio dar origem a este bolo, adaptado a partir desta receita. E foi mais ou menos como a outra história, a da Gata Borralheira, em que a abóbora se transforma numa linda carruagem. Mas se a fada madrinha fosse gulosa como eu, a Gata Borralheira tinha ficado era em casa a comer este bolo e a beber cházinho ou leite branco e o Príncipe que se desengomasse sozinho. Assim como assim toda a gente sabe que os Príncipes Encantados são uns sonsos que não lembram e mais tarde, já reis, quando enviúvam, casam com megeras que ordenam a caçadores que matem criancinhas em florestas sombrias. Quanto mais não vale uma fatia de bolinho!


Ingredientes:
1 chávena de açúcar refinado
1 chávena de açúcar amarelo
225 g de manteiga
3 ovos
¾ de chávena de abóbora assada em puré
1 chávena de natas ácidas
1 colher de chá de aroma de baunilha
2 + ¾ de chávena de farinha sem fermento
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal

1 colher de sopa de canela em pó
½ colher de chá de noz moscada
1 estrela de anis pequena moída
Raspa de meia laranja

  1. Aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma com buraco.
  2. Bater o açúcar com a manteiga até ficar um creme leve (como leva açúcar amarelo nunca fica tão cremoso).
  3. Juntar os ovos um a um, batendo até incorporar.
  4.  Juntar a abóbora, as natas ácidas, a baunilha e a raspa de laranja, batendo sempre.
  5. Juntar a farinha aos poucos, o bicarbonato, sal, as especiarias.Incorporar bem.
  6. Levar ao forno cerca de 60 minutos.

Depois de arrefecer um pouco, desenformar e deixar arrefecer completamente. Pode ser decorado com um pouco de glacé. meste caso usei glacé de laranja: dissolvi cerca de 1/2 chávena de açúcar em pó em 2 colheres de sopa de sumo de laranja juntamente com a raspa de meia laranja.  Depois foi só pingar por cima do bolo.

Para o puré de abóbora levei ao forno um pedaço de abóbora com casca (que ficou virada para cima), untado com um pouco de azeite e depois passei na varinha mágica.

O bolo em si ficou muito fofo, nada seco e muito saboroso.

Bom apetite!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Mini-tartes de Framboesa


Podia-se pensar que teria sido preciso vir para cá o Starbucks para haver cafés catitas com preços exorbitantes para aquilo que vendem mas não, já muito antes havia um café catita nato no nosso canto da jangada de pedra que tinha umas tartes excepcionalmente catitas a um preço exorbitante para o seu tamanho e conteúdo: uma base de massa areada, um tipo de creme de pasteleiro e 3 framboesas no topo. Houve no entanto um dia que, incauta por ignorar o preço, reparei que uma dela estava-se a rir pra mim e pedi uma. Para azar da minha carteira, a tarte que apenas parecia catita, era na verdade magistral. Fiquei apaixonada.

Depois de um certo namoro e ao fim de alguns encontros, comecei que pensar em convidá-la lá para casa e torná-la minha, só minha, toda minha... essa lengalenga toda. Mas a comida sabe melhor num relacionamento aberto e decidi então convidá-la antes para a minha festa de anos e partilhá-la com muita gente.

Esta é então a minha versão das ditas tartes, adaptadas a um tamanho mais jeitoso para servir de petisco doce.

Base: Massa Areada (receita de Michel Roux, pate sucrée)
250g de farinha sem fermento
100g de manteiga sem sal (aos cubos e temperatura ambiente)
100g de açúcar em pó peneirado
2 ovos médios (temperatura ambiente)
1 pitada de sal


  1. Fazer um montinho com a farinha com uma cova ao meio. Colocar no centro a manteiga, açúcar e sal e com a ponta dos dedos começar a misturá-los. Progressivamente ir incorporado a farinha, com a ponta dos dedos até ficar uma espécie de areia.
  2. Fazer novamente uma cova e juntar os ovos. Continuar a misturar com a ponta dos dedos até incorporar os ovos e a massa ganhar alguma coesão. Quando já der para formar uma bola, amassar um pouco com as palmas da mão até ficar macio. Formar dois rolos com o diâmetro das bases pretendido, envolver em película aderente e refrigerar (1-2horas).
  3. Retirar do frio, um rolo de cada vez. Cortar em fatias com 1 cm de espessura e colocá-las ou em formas de queques ou directamente num tabuleiro forrado ou untado. Fazer uma depressão ao centro, cobrir cada rodela de massa com pedaços de papel vegetal e com alguns feijões e levar ao forno a 180º até cozinhar e começar a dourar, cerca de 10 minutos. Deixar arrefecer completamente.

Creme: Creme de Pasteleiro (adaptado da Vaqueiro)
3 dl de leite
20g de manteiga sem sal
100g de açúcar
1 colher de sopa de amido de milho
1 colher de chá de aroma de baunilha
1 raspa de limão
3 ovos

  1. Levar o leite ao lume com a manteiga até levantar fervura. Enquanto isso noutro tacho misturar o açúcar com o amido e os ovos. Juntar o leite quente progressivamente, mexendo com uma vara de arames.
  2. Juntar a raspa de limão e a baunilha e levar a lume brando, mexendo sempre até engrossar. deixar arrefecer.

Mini-tartes (cerca de 25-30):
Bases de massa areada
Creme de pasteleiro
Framboesas
Açúcar em pó

  1. Colocar o creme num saco de pasteleiro (ou num saco de sandes e cortar uma das pontas). Preencher a cavidade de cada base de massa areada com o creme.
  2. Por cima do creme colocar uma framboesa. Polvilhar com açúcar em pó e servir.

Bom apetite.







terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pipocas de Caramelo


Nhac, nhac, nhac... ficámos todos a pipocar. Não no cinema, onde se eu mandasse eram trocadas por gelado. Mas lá por casa, nos meus anos. No meio de tudo o que se comeu foi o que mais me entusiasmou. Não que eu seja muito pipoqueira, que não sou, tanto que deve ter sido a segunda vez que fiz pipocas em toda a vida. Mas que à segunda tenham saído as melhores pipocas que já comi, foi uma muito agradável surpresa. Oh pá, agora se calhar já não há caminho de volta e vão começar a voar pipocas cá em casa com frequência.

A receita usa milho de pipocas normal, que deve ser feito como de habitual numa panela ao lume com um pouco de óleo e depois temperadas com sal. Provavelmente também deve dar para fazer com outros tipos de pipocas (de microondas, por exemplo). A receita de molho de caramelo que usei é do site Savory Sweet Life.

Ingredientes

1 taça grande de pipocas salgadas
2 chávenas de açúcar
1/2 chávena de água
3/4 chávena de nata (morna)
2 colheres de sopa de manteiga sem sal

  1. Numa frigideira anti-aderente levar ao lume médio-alto o açúcar com a água. Aguardar sem mexer que as bordas começem a ganhar uma coisa âmbar escura e retirar do lume, mexendo para que não queime.
  2. Mexendo sempre juntar 1/2 chávena de natas e a manteiga (com cuidado porque vai ferver). Mexer até dissolver qualuqer cristalização que haja e por fim juntar o resto da nata.
  3. Deixar arrefecer um pouco. Enquanto isso espalhar as pipocas num tabuleiro forrado com papel vegetal. Verter o molho de caramelo por cima das pipocas e com a ajuda de colheres e pau misturar tudo grosseiramente.
  4. Levar ao forno a 140ºC durante 30minutos. Deixar arrefecer no tabuleiro e depois transferir para a taça separando grosseiramente as pipocas.

Digo-vos ficam finamente estaladiças e a combinação do molho de caramelo com o sal das pipocas é de comer até a taça ficar vazia.

Bom apetite.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Aniversário 2012 - Bolo de Banana com Pepitas de Chocolate

O título completo diria que era Bolo de Banana e Pepitas de Chocolate com Recheio de Natas Ácidas e Cobertura de Caramelo mas seria um título despropositadamente grande e muito mais pomposo do que o bolo realmente era.

A ideia do bolo começou a tomar forma pelo telhado: quis repetir a cobertura que usei no ano passado, de buttercream de caramelo, mistura dos ingredientes desta receita com a técnica deste site. Depois a Bon Appetit deste mês publicou uma receita de bolo de banana com pepitas com muito bom aspecto e olhando em retrospectiva para estes últimos anos, é evidente que eu tenho uma pancada qualquer por bolo de banana. Perfeito portanto! Só faltava o recheio, que à última da hora, resolvi que seria de natas ácidas que me sobraram do bolo, simples e fresco para não complicar mais um bolo já cheio de sabores.

A receita aqui vai ser ser só do bolo. A cobertura já aqui falei dela e os links explicam melhor do que eu alguma vez o faria. O recheio é só mesmo natas ácidas com açúcar em pó a gosto. O bolo dá para umas 25 pessoas com fatias mais pro fino porque cada fatia é bem grande de altura e largura.

Ingredientes:
3 chávenas de farinha sem fermento
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1,5 colher de chá de sal
1,5 chávenas de açúcar
225g de manteiga sem sal
1/2 chávena de açúcar amarelo
3 ovos
1,5colher de chá de extracto de baunilha
2 chávenas de banana madura esmagada (cerca de 5 bananas)
1 chávena de natas ácidas
1 tablete de chocolate negro em pedacinhos


  1. Aquecer o forno a 180ºC. Untar duas formas de 20x20 ou redondas de 23cm e forrar o fundo com papel vegetal.
  2. Misturar a farinha, o bicarbonato e o sal numa tigela. 
  3. Noutra tigela com a batedeira misturar os aúcares com a maneteiga cerca de 3 minutos. Juntar um ovo de cada vez. Misturar a baunilha.
  4. Juntar os ingredientes secos e bater até misturar. Juntar as bananas e as natas ácidas, bater só até misturar. Juntar as pepitas de chocolate.
  5. Dividir a massa em dois e colocar nas formas untadas. Levar ao forno cerca de 35 minutos. Tirar do forno, aguardar 10 minutos e desenformar, deixando arrefecer completamente numa grelha.


Como fiz os bolos com antecedência, o que eu fiz depois foi congelar cada qual envolto em papel de alumínio para depois deixar no frigorífico a descongelar na noite anterior e rechear e cobrir no dia. Para cobrir pode ser necessário fazer em várias paragens para refrigerar um pouco a cobertura, que se torna mais difícil de trabalhar se derreter demais. Por isso não façam como eu e não deixem essa parte mesmo para em cima da hora. :-p


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Quadrados de Pêssego


A cozinha é minha e eu chamo-lhes o que quiser! Pronto, tenho dito, antes mesmo que alguém repare que de quadrados nenhum deles tem nada... é o que dá não ter reparado que a massa folhada congelada que comprei era redonda. E assim de caminho, aproveito e chamo pêssegos carecas aos pêssegos carecas em vez das mais formais nectarinas.

A receita é muito simples, muito rápida e mesmo o tempo do forno é curto (o que neste tempo de calor é o que se pede). Combina bem com uma bola de gelado (o que neste tempo de calor é o melhor que se pode pedir). Combina bem com férias (que é o que eu há muito andava a pedir) e com um piquenique numa relva com sombra (que eu até sei onde é que ela fica).

Ingredientes:
1 bloco de massa folhada descongelada e esticada
2 pêssegos carecas 
1 colher de sopa de sumo de limão
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
Queijo da ilha curado ou Queijo Picante da Beira Baixa ralado

  1. Cortar a massa folhada em quadrados. Cortar o pêssego em fatias e dispô-las sobre os quadrados de massa. 
  2. Dissolver o açúcar no sumo de limão e pincelar os quadrados com o pêssego. Polvilhar com queijo ralado qb.
  3. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC, cerca de 15 minutos.

A receita original veio da revista "Sabe Bem" número 8 e foi muito ligeiramente adaptada.

Bom apetite, bom verão!





terça-feira, 22 de maio de 2012

Queques de Banana e Iogurte


Sozinha em casa num dia chuvoso, embrenhada na arrumação do escritório, arriscando ficar soterrada sob o saco quase da minha altura dos papéis (lixo) que se foram acumulando desnecessariamente ao longo de um ano e quem sabe só daqui a uma semana alguém dar pela minha falta (como se a minha mãe, tia ou o homem da casa não me ligassem todos os dias...). Mereço uma guloseima, não?

Que seja de banana não é de todo inocente: quando as comprei amarelinhas e frescas, já as imaginava enegrecidas e para lá de maduras a pedirem como derradeiro golpe de misericórdia o quentinho do forno.


Ingredientes para 6 queques (medidos no copo do iogurte)
1 iogurte de cereais
1+3/4 copos de farinha com fermento
1/2 copo de açúcar
1/2 copo de óleo
1 banana grande esmagada
1 ovo grande
Canela e cardamomo em pó, a gosto


  1. Numa tigela misturar o ovo, a banana esmagada, o iogurte e o óleo. Noutra peneirar a farinha e juntar com o açúcar e as especiarias. Juntar lentamente os ingredientes secos aos húmidos, incorporando-os só até estarem misturados.
  2. Distribuir por formas de queques, untadas se necessário e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 20-25 minutos. Deixar repousar 5 minutos e desenformá-los.
Bom apetite.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Fatias de Morango


Quando comecei a fazer o blog, fi-lo porque sou muito esquecida. Na cozinha gosto de experimentar receitas, não pelo desafio que representem ou algo assim mas apenas porque a gula me faz salivar, mas já sei que se dali a umas semanas quiser voltar a fazer já não me lembro. Tenho uma ideia... mas ao certo ui, sei lá já bem como é que era! O blog serve de recordatório muito mais eficaz que o livro de receitas manuscrito e para mais posso conjugar cada receita com a sua imagem, não vá eu ficar desmemoriada de vez e já nem me lembrar qual era a cara da comida.

Agora, o chato disto é mesmo o ter de parar para tirar as fotografias. Não é que eu não goste de fotografar: gosto bastante apesar de só contar com uma máquina compacta mui modesta. Mas quando estamos a salivar e temos mais gente a salivar ao nosso lado, não calha nada bem isto de pormos a comida no prato e depois "pára tudo!" que ainda vou tirar umas fotos antes. Por isso é que geralmente me saiem fotos de pratos despenteados como este, em que a fatia se desmoronou ligeiramente a caminho do prato e eu já não tive paciência para tirar outra mais certinha. Está a fatia mal alinhada? Está. Mas estava boa? Eh pá, bem boa. Siga!

Estas fatias apesar de serem servidas morninhas, a mim sabem-me a verão e bom tempo. Já as tinha feito com amoras silvestres, desta vez fi-las com morango, que ele já anda por aí um bocadinho por todo o lado. Ainda não estão no auge mas que bem que sabem: é como reencontrar um bom amigo que esteve uns meses ausente. Agora estou desejosa que os meus na marquise tenham fruto (flor já têm) para repetir a dose. Acompanhadas duma bola de gelado, de preferência. Uhm... nham... ai a saliva...

Ingredientes:
115g de manteiga (+ alguma para untar)
1 chávena de açúcar (+ algum para polvilhar)
1 chávena de farinha com fermento
1 chávena de leite
2 chávenas de morangos aos pedaços

  1. Derreter a manteiga no microondas. Usar a restante para untar uma forma.
  2. Numa tigela misturar o açúcar, a farinha e o leite. Juntar por fim a manteiga e misturar bem.
  3. Verter a mistura na forma. Distribuir os morangos pela mistura.
  4. Polvilhar o topo com açúcar e levar ao forno a 180ºC, durante cerca de 30 minutos ou até ficar dourado e borbulhante.
A receita original é da Pioneer Woman e indica 1h como tempo de cozedura mas das duas vezes que a fiz não levou mais que 30 minutos. É bem doce, por isso se preferirem podem cortar no açúcar sem problemas.

Bom apetite e bom fim-de-semana.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tiramisù de Ananás (sem ovos)

Adoro a receita de tiramisù que há uns anos atrás uma co-estagiária italiana me passou mas neste fim-de-semana, ao precisar de uma sobremesa rápida para levar a um jantar, resolvi pegar no básico do tiramisù, simplificá-lo e torná-lo mais fresca. A ideia inicial era para ser de pêssego mas só quando fui concretizá-la descobri que afinal a lata que tinha na despensa era de ananás. Enfim, todos os meus problemas fossem esse.

O resultado ficou a lembrar os bolos de anos de ananás, por isso quem gostar deles também vai gostar desta sobremesa.

Ingredientes:
1 pacote de natas
2 colheres de sopa de açúcar branco
2 colheres de açúcar mascavado
250g de mascarpone
180g de palitos la reine
1 lata de ananás
1 cm de gengibre

  1. Dispôr os palitos no fundo dum pirex de modo a cobri-lo. Verter sobre os palitos metade do sumo da lata de ananás.
  2. Levar o restante sumo ao lume com o açúcar mascavado e o gengibre até reduzi-lo à consistência de xarope. Reservar.
  3. Bater as natas com o açúcar branco até obter chantilli. Juntar o mascarpone e incorporar. Espalhar a mistura sobre os palitos.
  4. Verter no topo o xarope aleatoriamente e decorar com ananás aos pedaços (para facilitar o corte da sobremesa ao servir).
  5. Reservar no frigorífico pelo menos 2h (ou idealmente de um dia para o outro).
Bom apetite.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Bolachas de Laranja e Papoila


O meu prédio tem o melhor condomínio da minha rua. Nem me espantaria que fosse mesmo o melhor da cidade. Mesmo tendo o prédio uma ovelha tresmalhada, coisa que, aliás, qualquer prédio tem direito a ter (direito, se não for mesmo condição inerente à existência de um prédio), as coisas correm sempre sem percalços. Tanto é que, e não acredito que haja por aí muita gente que possa dizer o mesmo, eu gosto imenso de ir às reuniões de condomínio e venho de lá sempre bem disposta.

Já há uns tempos que saía das reuniões, que são geralmente dominicais e matutinas, com vontade de para a próxima levar umas bolachinhas, mas ainda não o tinha feito, não fosse a vizinhança pensar que eu seria maluquinha. Desta vez perdi a vergonha e fiz mesmo as bolachinhas para levar. E afinal não sou maluquinha ou não sou a única, que tendo eu avisado que ia levar bolachas, logo apareceu que trouxesse chá e café e assim hoje houve reunião com direito a coffee break. E perdendo-se a vergonha inicial, já ficou no ar um convívio de vizinhos para tempo mais primaveril. Isto às vezes o que é preciso é mesmo dar o primeiro passo.

E digam lá, não é uma maravilha ter boa vizinhança? Se os vossos merecem (porque são bons) ou precisam (porque deviam ser melhores) que tal partilharem com eles um docinho? Quem sabe se a bolachinha da vizinha não faz milagres?

A receita veio do blog Joy the Baker, mas por intermédio do delicioso blog Technicolor Kitchen.

Ingredientes:
280g de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de fermento em pó
140g de manteiga sem sal
200g de açúcar
1 ovo e 1 gema
1 colher de chá de aroma de baunilha
1,5 colheres de sementes de papoila
Raspas de 2 laranjas grandes

  1. Numa tigela juntar o açúcar com as raspas de laranjas. Com as pontas dos dedos esfregar até todo o açúcar ficar laranja. Noutra tigela bater com a batedeira a manteiga à temperatura ambiente até amolecer e depois juntar o açúcar. Bater 2 minutos até fazer creme, juntar o ovo e gema, bater mais um pouco e por fim juntar a baunilha.
  2. Noutra tigela peneirar a farinha com o sal e o fermento e juntá-los ao creme progressivamente e batendo apenas até incorporar.
  3. Dividir a massa ao meio e formar dois cilindros (é mais fácil envolvendo em papel vegetal ou celofane) com cerca de 4cm de diâmetro. Tapar as pontas e deixar 2 horas no frigorífico ou 30 minutos no congelador.
  4. Com uma faca afiada cortar os cilindros em fatias de cerca de 6mm e levar ao forno a 180ºC cerca de 10 minutos num tabuleiro untado ou forrado (deixar algum espaço entre bolachas). Virar a meio o tabuleiro para tostarem por igual.
 
Bom apetite e boa vizinhança.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Folhados com creme de abóbora


Nas últimas semanas estive sucessivamente demasiado cansada, ocupada, em trânsito, em festa e doente e assim se foi passando o início do Inverno, o Natal, o final do nefasto 2011 e o começo de 2012. Agora no recobro destas semanas tenho finalmente tempo e energia para tentar recuperar o tempo perdido e como tal, já uma semana pelo Janeiro adentro, fica aqui o post das prendas de Natal desta temporada.

Na maioria dos casos a minha prenda de Natal deste ano foi Creme de Abóbora (com excepção de um ou outro frasco de creme de citrinos, depois de a tentativa de fazer creme de marmelo ter resultado bem em termos de sabor mas mal em aspecto). A receita já a tinha experimentado antes, já a tinha aqui publicado e até a tinha utilizado para rechear o meu bolo de anos mais recente. Desta vez trago-a para a sugestão de recheio de folhados.


Ingredientes:
1 frasco de creme de abóbora
1 pacote de massa folhada congelada (5 placas rectangulares)
1 chávena (tipo de café) de leite com açúcar
Açúcar em pó

  1. Descongelar a massa durante 30 minutos. Dividir cada placa em 3 rectângulos iguais.
  2. Untar um tabuleiro para ir ao forno e dispor os rectângulos de massa folhada. Pincelar o topo de cada um com o leite e levar ao forno a 200ºC até dourarem.
  3. Cortar cada rectângulo ao meio e rechear com o creme.
  4. Polvilhar com o açúcar em pó.
Bom apetite e bom 2012.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tarte de Manga ao Contrário


Uma manga colhida no tempo devido na terra dela, enviada para cá em avião, posta em promoção no supermercado e eis senão quando vem a destemida manga dar-se por presente no meu frigorífico. Bem corada e fragante, arregalava-se-me de cobiça o olho cada vez que o punha nela. Tardava no entanto o momento de pôr-lhe o dente: uma fruta tão airosa e que prometia um tal deleite merecia um final de resplandecente fulgor. Algo singelo, não fosse o seu brilho natural perder-se em convolutos trabalhos: uma tarte só de si, apenas a baunilha lhe retoca o aroma. Cortou-se, enfim, em fatias o prazer, repartiu-se por mãos amigas e por minutos para nós brilhou a nobre manga, com o brilho de quem por fim chega ao prò que nasce.

Ingredientes:
1 manga grande
2 colheres de sopa de açúcar
1/2colher de chá de essência de baunilha
30g de manteiga
1 placa de massa folhada

  1. Untar uma tarteira com a manteiga, espalhar a essência de baunilha e polvilhar com o açúcar.
  2. Descascar e cortar a manga em fatias e cobrir com elas o fundo da tarteira.
  3. Cortar a massa folhada estendida ao tamanho da tarteira e colocá-la por cima da manga, enrolando as pontas para baixo.
  4. Levar ao forno a 200ºC durante 20 minutos ou até a massa estar cozida e dourada.
  5. Tirar do forno e cuidadosamente inverter a tarte sobre um prato, repondo qualquer pedaço de manga que saia do sítio.
Pode-se servir quente com gelado, iogurte ou natas azedas. Ou simples. É óptimo mas tem a tendência para desaparecer em poucos minutos. A receita veio de um livro que me anda a encantar desde que mo ofereceram pelos anos: "Que delícia!" de Caroline Brewester. É a primeira que experimento e vai certamente ser a primeira de muitas.

Bom apetite.

domingo, 20 de novembro de 2011

Panquecas de Marmelo


Foi através da página de Facebook do blog No Soup For You que descobri esta receita da revista Saveur. Assim que a vi fiquei logo entusiasmada a pensar nuns marmelos que havia descoberto dois dias antes a viverem em cima do meu frigorífico (a minha mãe às vezes passa lá por casa e deixa por lá umas coisas e esquece-se de me avisar...). Eu não sou muito de marmelada ou de marmelo assado mas estou sempre disposta a experimentar novos usos para os marmelos, sejam bolos, cremes ou, neste caso, panquecas.

O resultado no entanto foi mediano. De sabor são óptimas, mas saíram todas demasiado húmidas por dentro, ou mesmo cremosas, o que não sendo mau, também não é o que eu pretendo numa panqueca. Mesmo as que fiz em lume mais baixo e deixei cozinhar mais tempo ficaram assim. Acabei por gostar mais delas já frias. Para a próximas (e vai haver próxima de certeza porque congelei parte da massa) vou diminuir a proporção de marmelo para o resto da massa. Há sempre a  possibilidade de a falha ser minha e não da receita: talvez o meu puré de marmelo estivesse mais esmagado do que o que se pretendia, por exemplo.

Em relação à receita original, só fiz uma modificação de vulto: o método de cozedura dos marmelos (cozi a vapor e com casca).

Ingrediente:
2 marmelos cortados aos pedaços
2 estrelas de anis
1 pau de canela
1 cm de gengibre
1/4 chávena de açúcar
1,5 chávenas de leite
2 colheres de manteiga
1 ovo ligeiramente batido
1 chávena de farinha com fermento
1/4 colher d echá de sal
1/4 colher de chá de canela

  1. Na panela de pressão colocar um litro de água, o pau de canela, gengibre e as estrelas de anis. Por cima, no utensílio de cozer ao vapor colocar os marmelos. Levar ao lume cerca de 15-20 minutos. Quando cozido esmagar grosseiramente.
  2. Juntar ao marmelo esmagado o leite, a manteiga derretida e o ovo. Noutra tigela misturar a farinha peneirada, o açúcar, sal e a canela e depois juntar ao preparado de marmelo.
  3. Numa frigideira larga derreter um pouco de manteiga e fritar em levas panquecas de cerca de 2 colheres de sopa, 3 minutos de cada lado. Entre levas juntar mais manteiga à frigideira.
  4. Servir quente polvilhado com açúcar em pó.

A água da cozedura dos marmelos faz um belo sumo ao qual podem juntar o sumo de 2 laranjas, coar e servir fresquinho.

Bom Outono!
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