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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cheesecake de chocolate


Não se pode dizer que eu ande por aí a disfarçar o meu gosto por chocolate. Aliás ao longo dos anos este gosto foi-se intensificando (não em frequência mas em potência) e hoje em dia periodicamente lá me saem da cozinha umas sobremesas bem puxadinhas no chocolate. Se mais provas fossem necessárias, para além das fotografias, bastava-me dizer que houve quem espirrasse três vezes à primeira dentada, o que na pessoa em questão quer dizer que é chocolate bem potente (também funciona com café...).

A receita é duma das minhas duas preferidas revistas portuguesas de culinária, a Blue Cooking (a outra sendo a Saberes & Sabores). Tanto uma como a outra esmeram-se na apresentação (e eu admito que primeiro que tudo como com os olhos) e nas receitas. Em vez de serem uma repetição constante das mesmas receitas de há 20 anos atrás ou das receitas tradicionais ou regionais (nada contra a comida tradicional portuguesa, que é bem boa, mas se não herdámos já essas receitas de família, há milhares de outros sítios onde as encontrar já). E tanto uma como a outra têm uma segunda vida online que no caso da Blue Cooking passa pela disponibilização integral de cada revista (em troca do uso de marcas nas suas receitas mas conseguem fazê-lo sem que soe abusivo). Este cheesecake podem encontrar na revista nº46 de Maio deste ano.


Ingredientes:
2 pacotes de mousse instantânea
1 embalagem de queijo tipo Philadelphia
1 embalagem de natas
3 folhas de gelatina
200g de cookies de chocolate
90g de manteiga derretida.


  1. Picar as bolachas e juntar a manteiga derretida até ficar com uma consistência de areia molhada. Forrar com esta massa o fundo de uma forma de mola untada e levar ao frigorífico 15 minutos.

  2. Bater as mousses com o queijo e as natas bem frias. Demolhar a gelatina em água fria, escorrer e derreter com 2 colheres de sopa de água 5 a 10 minutos no microondas. Misturar com o preparado das mousses.

  3. Verter sobre o fundo de bolacha e levar ao frigorífico durante pelo menos 3 horas.

Provavelmente também ficará bom com mousse "a sério" mas para um cheesecake que não vai ao lume, não ter de usar ovos crus no meu ponto de vista é positivo. Obviamente ficará tão bom quanto melhor for a mousse instantânea que usarem e por melhor não me refiro à mais cara que houver no supermercado mas àquela cujo sabor mais vos agrada. A minha preferida é a do Pingo Doce, que tem um sabor forte a chocolate, ao contrário de algumas marcas que tem um sabor aguado. E realmente ficou bem potente. mesmo ideal para nos confortar pelo fim das férias e do Verão.

Bom apetite!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Bolo de Chocolate com Buttermilk



O calor deste Verão patrocinado em acção conjunta pelo excesso de generosidade da Mãe Natureza (talvez instigada por algum sentimento de vingança) e pela avaria infindável de um ar condicionado tem-me embotado a energia e as melhores intenções e levado ao atraso na actualização aqui da Casa. É esta a minha desculpa. É verdadeira mas não deixa de ser uma desculpa e como tal hoje vou pô-la de lado e meter mãos ao trabalho.

Há umas semanas atrás passei por um supermercado onde nunca tinha entrado e dei de caras com uma embalagem de buttermilk. O buttermilk é mais uma "esquisitice" que abunda nas receitas anglo-saxónicas, desta feita, uma variação láctea: uma espécie de leite ligeiramente fermentado. Pode ser substituído por uma mistura caseira de leite com um pouco de sumo de limão mas até agora nunca tinha sentido necessidade de o utilizar. No entanto, mesmo que não houvesse a necessidade, houve a curiosidade (e enfim, talvez um pouco de consumismo...) e não resisti a comprar para experimentar.

Uma vez com a embalagem no frigorífico houve que escolher receitas onde usá-lo e uma delas foi escolhida a pensar num lanche em viagem, quase um pic-nic. Um bolo de chocolate intenso mas sem ser "peganhento": antes fofo e húmido. Por ser para uma viagem e para evitar que acabássemos o lanche todos lambuzados, recheei-o apenas no meio, sem o cobrir com molho de chocolate e como utilizei uma forma de tipo "bolo inglês" sobrou-me massa que guardei no frigorífico 3 dias e depois usei para fazer pequenos queques em ramekins.

A receita veio originalmente daqui e o resultado final foi muito satisfatório. Faria e certamente farei este bolo mais vezes.


Ingredientes:

3 chávenas de farinha
2,5 chávenas de açúcar
1colher de sopa e 1 de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
1 chávena de cacau em pó
1+1/3 de chávena de óleo
1,5 chávena de buttermilk
3 ovos grandes
1,5 chávena de café forte quente
1 colher de chá de essência de baunilha

100g de chocolate preto
100ml de natas

  1. Aquecer o forno a 180ºC. Se for caso disso untar uma forma com manteiga (eu usei uma forma de silicone e não foi preciso untá-la).
  2. Misturar a farinha, o açúcar, o bicarbonato, o sal e o cacau. Misturar com a batedeira eléctrica no mínimo e ir juntando lentamente o óleo, o buttermilk, os ovos um por um e por fim juntar o café quente num fio que escorra pelas paredes da tigela. Juntar a baunilha e bater até ficar suave.
  3. Levar ao forno durante 30-35 minutos, até um palito sair seco mas com migalhas húmidas quando espetado na massa. Deixar arrefecer 20 minutos.
  4. Entretanto em banho-maria derreter o chocolate juntamente com as natas, misturando bem quando o chocolate estiver derretido. Cortar o bolo ao meio, espalhar o recheio e voltar a unir as duas metades.

Outra possibilidade é cozer o bolo em duas formas redondas e depois colocar os dois bolos resultantes um no topo do outro unidos e cobertos pelo recheio (depois de retirar a "côdea" das faces que ficam viradas para o meio). Feito nos ramekins o bolo não levou tanto tempo a estar pronto, cerca de 25 minutos (mas o meu forno não anda de boa saúde e por isso a temperatura seria maior que 180ºC). O melhor é manterem o bolo debaixo de olho.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Crumble de Frutos Vermelhos

Um taça de crumble acabado de sair do forno poderia não ser a imagem mais apetecível no meio da onda de calor que se faz sentir mas poucas coisas dizem mais "Verão" que uma bela mistura de amoras, framboesas, morangos e cerejas. E se tê-la numa taça, quente, derretida quase numa calda e coberta por bolacha, é demasiado calor para um destes dias ou noites de Verão, a solução é muito simples: uma bola de gelado stracciatella estrategicamente colocada no topo de tudo.

A receita do crumble é da Nigella. Acho que é a primeira receita dela que ponho aqui no blog, talvez a primeira que experimento, pelo menos fielmente (excepto no facto de que ela usa massa do crumble e frutos congelados). Usei-a para sobremesa de um almoço de família e foi um sucesso.


Na minha foto não dá para avaliar mas na realidade fica com uma cor lindíssima. No fim até dá pena ter de lavar as taças.

Ingredientes (4 pessoas):
100g de farinha
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
50g de manteiga refrigeradas (cortada em pedaços)
3 colheres de sopa de açúcar (a receita diz demerara mas usei adoçante por necessidade)

700g de mistura de frutos vermelhos (usei amoras, morangos, cerejas e framboesas)
8 colheres de chá de açúcar (usei novamente adoçante)
4 colheres de chá de maizena
Sumo de lima ou limão qb (umas gotinhas em cada taça)

  1. Misturar a farinha com o bicarbonato e adicionar a manteiga. Incorporá-la com os dedos até ficar uma mistura com textura de areia. Misturar o açúcar.
  2. Distribuir a mistura de frutos pelas taças. Polvilhar cada uma com 1 colher de chá de maizena e 2 de açúcar e envolver ligeiramente.
  3. Cobrir cada uma com a massa do crumble, sem a preocupação em cobrir homogenamente (até fica mais giro se os bordos estiverem pouco tapados para deixarem ver alguma da cor quando os frutos ferverem).
  4. Levar ao forno a 220ºC durante 15 minutos e servir quente com uma bola de gelado em cima.
Por fim, já que há essa possibilidade, fica aqui o vídeo original da receita.


Bom apetite!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Panna Cotta de Coco com Compota de Morango e Ruibarbo

Ao fim de algum tempo a ver programas de culinária de origem britânica é normal que nos surja alguma curiosidade quanto a alguns ingredientes menos comuns na nossa gastronomia. O ruibarbo é um deles e este ano o Pingo Doce resolveu satisfazer-me essa curiosidade, disponibilizando-o para venda. Agora que já experimentei o ruibarbo, o que posso dizer sobre ele? Que é ácido, que coze surpreendentemente rápido e que depois de cozido não é nada lenhoso ao contrário do que o seu aspecto me sugeria. Se vou ficar fã? Bem, a sobremesa ficou muito boa mas ainda assim, provavelmente não, pelo mesmo motivo que não sou fã de Maçãs Reinetas nas sobremesas de maçã. Mas para quem gosta desse toquezinho de acidez no meio do doce, o ruibarbo é um ingrediente a reter.

Ingredientes (4-5 pessoas):
1 pacote de natas (200ml)
300ml de leite de coco
5 folhas de gelatina
3 colheres de sopa de açúcar

100g de morangos
50 g de ruibarbo
3 colheres de sopa de açucar amarelo
2 colheres de sopa de sumo de laranja

  1. Cortar o ruibarbo em pedaços com cerca de 1,5cm e levar ao lume com o sumo de laranja, sem ferver, durante 4 minutos. Adicionar os morangos cortados em pedaços e o açúcar. Deixar ferver até os morangos ficarem bem cozidos, mexendo com frequência. Esmagar com um esmagador de batata ou passar no passe-vite, distribuir pelo fundo das taças e reservar no frio.
  2. Colocar as olhas de gelatina de molho em água fria.
  3. Levar as natas ao lume com o açúcar e deixar cozinhar durante 5 minutos (pode-se deixar ferver).  Retirar do lume e juntar o leite de coco.
  4. Espremer as folhas de gelatina e juntá-las às natas com leite de coco e msiturar bem. Distribuir pelas taças e refrigerar até solidificar.
Se quiserem desenformar a panna cotta, podem ou juntar um pouco de pectina ou gelatina à compota ou então juntá a compota só à sobremesa já desenformada em vez de a colocar no fundo da taça.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Iogurte com maçã

Finalmente ao fim de mais de um ano de procura, comprei o primeiro livro de Mafalda Pinto Leite, Cozinha Para Quem Não Tem Tempo. O acontecimento foi facilitado pela fresquíssima nova edição, num formato mais compacto (e mais barato) mas mesmo assim tive de ir duas vezes à Feira do Livro para o comprar porque da primeira vez já tinham esgotado os exemplares disponíveis no stand d'A Esfera dos Livros.

Obviamente estou muito satisfeita com a compra mas ainda não tive oportunidade de pôr alguma das receitas em acção. Por enquanto estou na fase de folheá-lo atentamente (estudiosamente, diria até) e de sublinhar as que estou a planear fazer mais proximamente. Ainda continuo na secção dos "10 minutos" e já tenho umas quantas sublinhadas...

Logo no princípio do livro está a secção dos pequenos-almoços de 10 minutos, com várias receitas com iogurte e frutas e que me deixou com vontade de partilhar a combinação de iogurte e fruta que faço com mais frequência cá em casa, seja ao pequeno-almoço, seja como sobremesa depois do jantar. Se acharem que é tão simples que nem sequer merece ser chamada de receita, a culpa é do livro que me encorajou a escrevê-la. :P

Ingredientes (1 pessoa):
1 iogurte natural (sem açúcar)
1/2 maça picada
1 colher de chá de mel
Canela e gengibre em pó, q.b.
Sumo de limão q.b.

Numa taça juntar o iogurte, a maçã picada e o mel. Polvilhar com gengibre moído e canela em pó, a gosto. Juntar algumas gotas de limão e misturar tudo.

Quando a faço como sobremesa geralmente não uso a totalidade do iogurte e diminuo as restantes doses também.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tarte de Maracujá e Ananás

Mesmo não havendo na minha família grande tradição em comemorar estas datas de calendário especiais, hoje não deixei de aproveitar o dia da Mãe para fazer uma sobremesa para a minha. Fiz-lhe uma sobremesa muito ao meu estilo, frutada, leve, fresca e com maracujá, que é uma fruta de que ela gosta. O ananás não tem um papel essencial aqui, podendo ser eventualmente dispensado se não o tiverem facilmente disponível. Eu tinha a calda de uma lata de ananás guardada no congelador e achei que seria uma boa combinação. Outra possibilidade é a de aumentarem a contribuição do ananás, tornando-o mais notório.

Para  a base usei uma receita da Vaqueiro à qual acrescentei uma colher de sopa de cacau em pó. Retrospectivamente talvez lhe acrescentasse também mais uma colher de açúcar ou pusesse chocolate em vez de cacau. A massa pode não ser muito fácil de estender pelo que eu sugiro que ou se ponha alguns minutos no congelador ou que se estenda sobre um papel vegetal e coberta com película aderente para não se pegar ao rolo.


Ingredientes:
150g de farinha
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de cacau em pó
60g de margarina Vaqueiro (ou manteiga) refrigerada
100ml de água fria
sal

1 pacote de natas (refrigeradas)
1 colher de sopa de açúcar
2 iogurte naturais não açucarados
200ml de calda de ananás (de lata de conserva)
1 lata de polpa de maracujá em calda (565g)
6 folhas de gelatina
1 colher de sopa de amido de milho

  1. Misturar a farinha com o açúcar, o cacau e uma pitada de sal. Juntar a margarina cortada em pedaços e misturar com uma batedeira até parecer migalhas. Juntar a água e amassar para ligar os ingredientes. Estender a massa num círculo até ter cerca de 3mm de espessura e forrar com ela uma tarteira (pode-se forrar só a base ou também os lados). Cobrir com papel vegetal e feijões (ou outros pesos) e levar ao forno a 200ºC durante 10 minutos. Tirar os pesos e o papel vegetal e deixar n forno mais 5 minutos. Deixar arrefecer.
  2. Numa tigela bater as natas com 1 colher de sopa de açúcar até ficarem firmes. Juntar os iogurtes (descartando o soro), a calda de ananás e 200ml de polpa de maracujá. Misturar bem.
  3. Pôr as folhas de gelatina de molho em água fria. Escorrer as folhas de gelatina, colocá-las numa chávena com uns mililitros de água e levar ao microondas 10s na potência máxima para as folhas derreterem (se necessário ir aumentando mais 5s). Juntar pequenas quantidades da mistura anterior na chávena para arrefecer lentamente a gelatina e depois verter o conteúdo da chávena na tigela com o resto da mistura. Misturar tudo e verter sobre a base da tarte. Levar ao frigorífico algumas horas.
  4. Num tacinho levar ao lume o resto da polpa de maracujá com o amido de milho. Deixar ferver até o molho engrossar. Depois de ter arrefecido um pouco verter sobre a tarte e levar mais umas horas ao frigorífico.
Na verdade não usei todo o resto da polpa no topo da tarte.... Guardei um pouquinho para fazer um belo batido de maracujá para o lanche. :-)

Bom apetite e um beijinho para as mães (em especial para a minha).

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tiramisù de Frutos Vermelhos

Logo no início do Inverno surgiu-me a vontade de fazer uma versão nada tradicional do tiramisù. Uma versão com fruta doce mas fresca. Uma versão que surge na ideia de quem já na altura tinha saudades dos dias de sol. Mas estes ainda vinham longe e como tal a vontade foi arquivada com carinho à espera do fim do Inverno.

Até que neste mês quatro factores alinharam-se em conjunção favorável. Primeiro: chegaram os dias de bom tempo (enfim, entremeados com dias de tempo miserável mas a esses há que fazer vista grossa). Segundo: os morangos andam aí (ou "andem naí"...). Terceiro: veio parar-me às mãos por um feliz acaso um ingrediente que faltava. Conheci recentemente numa feira uma marca de chás supimpa (Aromas do Chá) e comprei-lhes um chá (tecnicamente uma infusão) pelo qual estou apaixonada, o Mirtilo Intenso (ainda vão voltar a ouvir falar dele aqui). Foi ele que me abriu o apetite para os frutos vermelhos (e roxos...). Por fim, o quarto: a ocasião de uma reunião familiar extraordinária veio servir de cenário e desculpa perfeitos para pôr mãos ao trabalho (primeiro as mãos e no fim as colheres).

Ingredientes:
300g de palitos La Reine
500g de queijo Mascarpone
400g de morangos
125g de framboesas (ou outros frutos semelhantes)
5 colheres de açúcar
5 ovos (claras e gemas separadas)
1 colher de chá de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de chá Mirtilo Intenso
Água fervente q.b.


  1. Juntar a colher de sopa de chá a cerca de 500ml de água a ferver e deixar repousar.
  2. Num tacho levar ao lume cerca de 250g de morangos cortados em fatias com cerca de 50g de framboesas, 1 colher de sopa de açúcar e o vinagre balsâmico. Deixar ferver em lume baixo até os frutos cozerem bem. Passar com a varinha mágica e deixar a arrefecer.
  3. Numa tigela bater bem as gemas com 4 colheres de açúcar. Juntar o queijo Mascarpone e homogeneizar bem. Bater as claras em castelo e incorporá-las na mistura anterior.
  4. Coar o chá e verter uma parte para um prato fundo. Passar, um a um, os palitos La Reine no chá, rolando-os para se molharem totalmente (mas sem os deixar molho  senão ficarão ensopados e desfazer-se-ão). Forrar com eles o fundo do tabuleiro.
  5. Por cima dos palitos colocar metade do creme de Mascarpone e por cima deste espalhar metade do creme de morango (a ideia não é que fique uma camada completa, o que tornaria a sobremesa doce demais, mas salpicar o creme de mascarpone como se vê na primeira foto).
  6. Repetir as camadas, terminando com os "salpicos" de creme de morango e levar ao frigorífico, idelamente dum dia pro outro. Antes de servir decorar com os restantes morangos e framboesas.
Obviamente para molhar os palitos La Reine pode-se usar qualquer outro chá ou sumo de frutos vermelhos (de preferência sem açúcar porque os palitos já têm aquela habitual camada de açúcar). Mas se puderem usar o chá de Mirtilo Intenso, vão ver que dá um toque especial com um sabor intenso a bagas e uma leve acidez.

Como nunca tinha feito esta receita nem segui nenhuma receita de outrem (excepto a parte do creme de mascarpone que é igual à da receita que eu uso para o tiramisù tradicional), resolvi reservar um pouco de cada ingrediente para fazer um mini-tiramisù duma só camada para poder fazer uma prova prévia antes de apresentar a versão a sério ao resto da família. A prova prévia foi aprovada sem reservas.

Bom apetite e muitos dias de sol em família!

terça-feira, 30 de março de 2010

Tarte de Chocolate com Morangos

Os morangos andam aí. Um bocadinho por toda a parte, desde os supermercados até às bermas da estrada nacional que me acompanha ao trabalho todos os dias (menos domingos). E os morangos, não duvido que toda a gente já o saiba, são a melhor fruta para acompanhar um fondue de chocolate. E quem diz fondue, diz uma mousse de chocolate, por exemplo. E quem diz mousse, diz uma tarte de ganache de chocolate coberta com mousse de chocolate. No fundo o morango aqui, neste cenário de quase overdose de cacau, funciona um pouco como as gotinhas de antídoto essenciais para manter o equilíbrio e evitar alguma fatalidade...

Ingredientes:

Massa:
300g de farinha
100g de manteiga com sal
30g de açúcar
100ml de água fria

Ganache:
150g de chocolate amargo (70% de cacau)
100g de chocolate negro (±50% de cacau)
200ml de natas
Essência de baunilha (eu usei uma colher de sopa de açúcar baunilhado)
Pimenta preta qb

Mousse:
100g de chocolate negro
30g de manteiga
50ml de leite
100ml de natas
2 ovos
1 colher de sopa de açúcar

Morangos


  1. Vamos começar pela massa: numa tigela amassar com uma colher de pau ou os dedos, a farinha e o açúcar com a manteiga à temperatura ambiente, até formar uma espécie de areia. Juntar aos poucos a água fria até se formar uma bola moldável (pode não ser necessário juntar a água toda). Num pedaço de papel vegetal marcar o tamanho da tarteira (contar com mais alguns centímetros para além do diâmetro, para a altura das paredes). Polvilhar com um pouco de farinha e com um rolo dar forma à massa. Transferir o papel vegetal com a massa para a tarteira, cobrir com feijões (para que a massa não empole) e levar ao forno 20 minutos a 180ºC. Transferir para uma rede para arrefecer.
  2. Em seguida, para a ganache, levar ao lume um tacho com água. Numa tigela que assente nesse tacho sem tocar na água, colocar o chocolate para a ganache partido em pedaços. Juntar as natas e mexer até o chocolate derreter e incorporar nas natas. Juntar a essência de baunilha e a pimenta preta (ambas a gosto). Despejar sobre a base da tarte e levar ao frigorífico até solidificar (30-60 minutos é suficiente).
  3. Para a mousse, levar ao micro-ondas o chocolate com a manteiga até derreterem. Mexer bem. Juntar sucessiva e progressivamente (mexendo sempre bem) o açúcar, as natas, o leite e por fim as gemas dos ovos. Numa taça limpa bater as claras em castelo firme e juntá-las ao preparado anterior, envolvendo-as até homogeneizar. Verter a mousse sobre a ganache entretanto solidificada e levar a tarte ao frigorífico de um dia para o outro.
  4. Antes de servir cobrir com morangos (cortados em fatias, inteiros, às metades,... como vos agradar mais).
A tarte poderá ser mais ou menos forte no chocolate bastando para isso jogar com a intensidade do chocolate que usarem. Por mim, que gosto de chocolate forte, achei que é uma tarte melhor para um lanche do que para uma sobremesa no fim duma refeição farta: este é um doce com sabor intenso, que pede a atenção toda para si.

Bom apetite!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Bolo de Laranja e Azeite


Esta semana o meu forno decidiu vingar-se da sujidade e consequente limpeza a fundo pelas quais o fiz passar na semana anterior. Vai daí, pensou ele, que nada melhor para uma vingança que tentar estragar uma boa receita de bolo de laranja e se bem o pensou melhor o tentou: toca de se desligar cada vez que eu lhe virava  as costas. O que vale é que esta receita é realmente uma óptima receita e mesmo que tenha acabado por ser feita a uma temperatura mais alta do que a recomendada para evitar estar sempre a abrir o forno para voltar a acendê-lo e assim o bolo tenha ficado um pouco mais tostado e mais denso do que devia, toda a gente gostou dele.

A receita vem do luso-descendente David Leite, que fez um livro americano sobre a cozinha portuguesa "The New Portuguese Table". Podem ver o original da receita no seu site. Por preguiça, apesar de preferir tudo bem pesadinho e em gramas, desta vez arranjei uma chávena modelo e fiz as medidas de facto em chávenas (usei uma chávena com capacidade para mais ou menos 125g de farinha). Estas quantidades deram-me para um bolo de forma redonda e outro em forma de bolo inglês.

Ingredientes:
4 ou 5 laranjas (o suficiente para 1,5 chávena de sumo)
3,5 chávenas de farinha com fermento
1 colher de chá de sal
5 ovos L
3 chávenas de açúcar
1,5 chávenas de azeite (idealmente suave extra-virgin)
Manteiga e farinha paa a forma

  1. Aquecer o forno a 175ºC. Untar uma forma redonda com buraco e/ou uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilhar com farinha.
  2. Numa  tigela, com a batedeira eléctrica, bater os ovos durante um minuto. Juntar o açúcar lentamente e ir batendo até obter uma mistura cremosa e amarela pálida (cerca de 3 minutos).
  3. Noutra tigela misturar a farinha e o sal. Com a batedeira ligada juntar 1/3 da farinha aos ovos com açúcar, depois metade do azeite, 1/3 da farinha novamente, o resto do azeite e por fim o resto da farinha (isto é, juntá-los alternadamente começando e acabando com a farinha).
  4. Adicionar raspa de 3 laranjas e a chávena e meia de sumo e misturar bem.
  5. Verter para a forma. Colocar o bolo a meio do forno e deixar cozinhar por 1h:15m (como tive de deixar com mais temperatura, levou menos tempo), tapando com alumínio se estiver a dourar depressa demais. Deixar arrefecer 15 minutos antes de o tirar da forma para arrefecer completamente e idealmente deixar arrefecer dum dia pro outro antes de servir.
E pronto, não é complicado e é bastante bom. No site do autor até podem ver um vídeo com a realização do bolo. Mais detalhado que isso é impossível. :-)

Bom apetite!

domingo, 7 de março de 2010

Bolo Pudim de Chocolate com Molho Quente


Há comidas que não são muito fotogénicas mas que na boca são divinais. Esta é uma delas. Nas fotos é uma confusão castanha escura e lamacenta mas ao vivo e na boca é como uma visita à Fábrica de Chocolate do Willy Wonka, onde a terra castanha escura que se vê é feita com puro chocolate e é banhada por um rio borbulhante e quente também ele de chocolate. E no dia seguinte, quando este rio arrefece, descobrimos que se transformou num pudim suave e luxuriante. Um bolo assim e tão fácil, é pecado de certeza.

A receita original não sei de quem será. A versão que segui encontrei no blog Eating Small Potatoes e quando a encontrei arranjei logo uma desculpa para a poder experimentar (sim, é daquele tipo de bombas de chocolate em que é preciso uma desculpa para não nos sentirmos culpadas depois...). É o tipo ideal de bolo para acompanhar com gelado ou com morangos.

Ingredientes:
Açúcar
Farinha com fermento
Cacau
Manteiga com sal
Leite
Sal
Extracto de baunilha
  1. Untar com manteiga uma forma redonda de 22 cm. Aquecer o forno a 180ºC.
  2. Numa tijela misturar 1 chávena de farinha com fermento, 3/4 de chávena de açúcar e 4 colheres de sopa de cacau.
  3. Adicionar 1/2 chávena de leite, 1 colher de chá de baunilha e 2 colheres de sopa de manteiga derretida. Bater tudo até formar uma pasta suave e depois verter para a forma.
  4. Numa tijela limpa misturar 3/4 de chávena de açúcar e 1/4 de chávena de cacau. Polvilhar por cima da pasta na forma. Não misturar.
  5. Aquecer 1+3/4 de chávena de água e despejar na forma. Não misturar.
  6. Levar ao forno durante 40 minutos.
O que vai acontecer no forno é fascinante. A água vai ferver e no topo vai-se formando uma ilha de bolo cozido que flutuará sobre um mar de calda de chocolate fervilhante, como uma placa tectónica sobre magma de chocolate. O ideal é a forma ter paredes altas e tapar a grelha do forno com papel de alumínio porque algum chocolate pode acabar por verter com a violência da fervura.

Boas guloseimas!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Panquecas Sem Ovos Mas Com Maçã


 Não é que eu tenha alguma coisa contra ovos. Muito pelo contrário. Mas quando num domingo em que lá fora há chuva, frio e trovoada, se descobre mesmo em cima da hora do lanche que: a) não há pão em casa; b)já é demasiado tarde para se fazer pão a tempo do lanche e c) não há um único ovo no frigorífico, a opção é mesmo esquecer os ausentes e seguir em frente com o que temos.

Foi assim que nasceram estas panquecas, sem ovos mas acompanhadas pela última maçã que cá havia (domingo é um dia mau para se cozinhar cá em casa...). E sabem que mais? É como se diz: só faz falta quem está. E a estas, os ovos não fizeram falta nenhuma.

Ingredientes:
1,5 chávena de farinha sem fermento
1 chávena de leite
2 colheres de sopa açucar amarelo
1/4 colher de chá de sal
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio

Maçã picada, manteiga, açúcar amarelo, canela, sumo de limão

  1. Numa tijela misturar os ingredientes secos da massa (farinha, sal, açúcar e bicarbonato). Adicionar o leite e bater bem para misturar.
  2. Aquecer uma frigideira anti-aderente untada com manteiga e cozinhar uma concha de massa de cada vez. Virar quando o lado de cima tiver alguns furos e o fundo estiver dourado.
  3. Noutra frigideira ou tacho derreter uma colher de manteiga e fritar uma maçã picada nela. Quando começar a amolecer juntar uma colher de sopa de açúcar amarelo e se quiserem um pouco de água. Deixar cozinhar até a maçã estar cozida a gosto (eu quis a minha não muito picada nem muito cozida). Polvilhar com um pouco de canela, juntar umas gotinhas de sumo de limão e servir por cima das panquecas.
Bom apetite!

terça-feira, 2 de março de 2010

Mini Folhados de Chocolate

Esta nem receita tem de tão simples que é. Especialmente porque pode ser feita com ingredientes pré-feitos: massa folhada congelada ou fresca e um belo e nostálgico frasco de Nutella. Fora isto, apenas um pouco de ovo batido. Que pensando bem também já vem pré-feito, pela galinha sua mãe.

O formato poderia ser outro, escolhi este por ser uma espécie de croissants mas simplificados. Basta esticar a massa para lhe dar uma forma quadrada, cortá-la primeiro em vários quadrados mais pequenos e depois cortar cada um destes quadrados na diagonal, obtendo-se assim de cada um deles, dois triângulos.

Depois é só barrar a aresta maior de cada triângulo (também conhecida como hipotenusa) com Nutella (se as hipotenusas do Teorema de Pitágoras fossem barradas a Nutella, a Matemática na escola seria todo um outro prazer..), pincelar a ponta oposta com ovo e enrolar, pressionando um pouco a ponta com ovo para unir a massa.

Leva-se ao forno e deixa-se dourar. E está feito.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Panna Cotta de Laranja

No final de um almoço de família de domingo, daqueles em que aproveitamos para matar saudades da comida das nossas mães e acabamos por comer sempre demais, gosto de sobremesas leves e que não me fiquem a pesar na consciência. Esta é a minha segunda Panna Cotta e mais uma vez também é de iogurte mas agora em vez de a fruta a acompanhar na forma de geleia, vem incorporada na própria Panna Cotta, aquecida pelo toque do mel e do gengibre.

Ingredientes:
4 iogurtes gregos (naturais sem açúcar)
2 laranjas
200ml de natas
3 colheres de sobremesa de mel
1 colher de chá de gengibre em pó
6 folhas de gelatina

  1. Misturar o iogurte com o sumo das 2 laranjas e o mel até incorporar bem o mel. Pode-se juntar também a raspa das laranjas (o que aumenta o sabor a laranja mas também altera a textura da panna cotta...).
  2. Pôr as folhas de gelatina de molho em água fria, 5 minutos.
  3. Levar as natas ao lume, mexendo sempre até ferver. Deixar arrefecer uns minutos e juntar as folhas de gelatina escorridas, mexendo para dissolver.
  4. Incorporar a mistura de iogurte nas natas, aos poucos para a gelatina não arrefecer demasiado rapidamente. Provar a mistura e se necessário acrescentar um pouco mais de mel ou de gengibre.
  5. Distribuir por copos de iogurte e levar ao frigorífico para solidificar.
Estas quantidades deram-me para 8 copos de iogurte e fiz desta vez fiz com as raspas de laranja mas prefiro-o sem raspas ou com muito poucas porque fica com uma textura mais lisa.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Cheesecake de Manga

Uma sobremesa leve e a lembrar o Verão veio animar este domingo. Normalmente costumo fazer cheesecakes de morango mas desta vez, para variar e para usar um saco de polpa de manga que já se estava a instalar no congelador, saiu um cheesecake dourado como o sol de Agosto.

De cheesecakes há inúmeras receitas e inúmeras possibilidades na escolha do queijo. O que eu costumo usar é o Queijo Fresco Batido da marca Phoenicia mas há quem use queijo fresco normal, requeijão, queijo creme (sobretudo Philadelphia). Outra coisa que varia muito é a base. Normalmente costumo esmagar bolachas areadas e misturá-las com manteiga. Muitas versões usam bolacha maria com a manteiga e desta vez eu usei uma coisa diferente: no Natal fiz massa para bolachas de cortar para oferecer mas como me pareceu que iria dar mais trabalho do que o tempo que eu tinha, acabei por congelá-la. E foi uma dessas bolas de massa congelada que me instigou a fazer um cheesecake. Se vos aconselho a usarem em vez das bolachas esmagadas com manteiga? Não, não vale a pena o esforço extra. Mas funcionou bastante bem e com a massa já feita foi só descongelá-la e esticá-la.

Como sempre, é uma sobremesa doce mas nada enjoativa e é sobretudo a cobertura de fruta quem tem mais açúcar. Se preferirem a versão de morango basta mudar a cobertura para doce de morango. Eu tenho como resolução que o meu próximo cheesecake há-de ser daqueles com ovos e que precisam de ir ao forno mas esse por enquanto fica para outras núpcias. Para já, vamos a este!

Ingredientes:

Massa para a base:
100g de manteiga (à temperatura ambiente)
60g de açúcar em pó
1 ovo
180g de farinha sem fermento

  1. Bater com batedeira eléctrica a manteiga com o açúcar até obter um creme claro e fofo.
  2. Adicionar o ovo e incorporar bem.
  3. Adicionar a farinha peneirada e misturar com uma colher de pau. Verta a mistura numa superfície enfarinhada e amasse cuidadosamente até que fique macia. 
  4. Levar ao frigorífico 1 hora ate ficar firme. Esticá-la e preencher a base da tarteira. 
  5. Levar ao forno aquecido a 180ºC durante 20 minutos ou até ficar ligeiramente dourado. Deixar arrefecer.
 Outra possibilidade como foi já dito é usar um pacote de bolacha maria grosseiramente esmagado, amassado com cerca de 100g de manteiga. O que eu costumo fazer é ir juntando a manteiga conforme necessário para obter uma massa húmida e um pouco pegajosa mas que facilmente se solte, sendo preciso fazer um pouco de pressão para que os pedaços de massa se unam. E apesar de não ser essencial, gosto de a levar uns minutos ao forno para a manteiga derreter e a massa ficar mais coesa.


Ingredientes do creme de queijo:
500mg de queijo (fresco batido ou queijo creme)
200ml de natas frias
3 colheres de sopa de açúcar
5 folhas de gelatina
1 colher de sopa de sumo de limão

  1. Bater as natas com o açúcar e o sumo de limão até ficarem firmes.
  2. Juntar o queijo e incorporar.
  3. Demolhar as folhas de gelatina 5 minutos, espremê-las suavemente e dissolvê-las num pouco de água quente (o mínimo necessário). Juntar à gelatina o preparado de queijo, pouco a pouco (se se juntar repentinamente a gelatina quente ao preparado frio esta vai coagular em pedaços, o que é uma chatice..., portanto deve-se fazer o contrário, juntar o frio na gelatina devagar para que esta arrefeça progressivamente).
  4. Verter a mistura sobre a base de bolacha já arrefecida e levar ao frigorífico algumas horas para solidificar.
 O cheesecake é rápido e não dá muito trabalho (especialmente se não fizerem a massa da base de raiz) mas é preciso algum planeamento por causa do tempo para solidificar. Usualmente o que costumo fazer é preparar de véspera (se for para o almoço) e uma meia hora antes de servir ponho-lhe a cobertura.


Ingredientes da cobertura:
150ml de polpa de manga
1 colher de sobremesa de amido de milho

  1. Levar ao lume a polpa com o amido e deixar ferver durante 3-4 minutos para que fique mais espessa.
  2. Deixar arrefecer e verter sobre o cheesecake. Levar ao frigorífico 30 minutos e servir.

Se tiverem uma forma com mola, é o ideal para usar e desenformarem o cheesecake no final. Eu não tenho e uso uma tarteira. Com um pouco de papel vegetal não é difícil desenformá-lo da tarteira mas a verdade é que raramente me dou a esse trabalho.


Bom apetite!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bolo de Chocolate e Banana


Para o aniversário da minha mãe este ano decidi fazer-lhe um bolinho de chocolate mas quis experimentar um diferente: um bolo de chocolate e banana. Que a banana e o chocolate combina já toda a gente sabe, basta lembrar o conhecido Banana Split, com o xarope de chocolate a escorrer do gelado para a banana. E para mim, banana e chocolate é das minhas misturas preferidas de sorvetes. Por isso, um bolo a juntar estes velhos amigos só podia ser uma boa escolha.

Ingredientes do bolo:
280g de farinha com fermento
80g de cacau
125g de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de açúcar refinado
1/2 colher de sopa de bicarbonato de sódio
2 ovos batidos
2 bananas maduras esmagadas
1 iogurte
100ml de óleo
1 pitada de sal


  1. Misturar a farinha, o cacau e bicarbonato com o açúcar numa tiigela. Fazer um buraco ao centro.
  2. Noutra tigela bater os ovos, iogurte e óleo com a banana bem esmagada. Adicionar à mistura anterior e misturar bem.
  3. Untar uma forma com buraco central, verter a mistura para a forma e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 40-45minutos (confirmar a cozedura espetando um palito: se sair seco, o bolo está cozido).
  4. Deixar arrefecer 5 minutos e colocar desenformado numa rede para arrefecer completamente.
  5. Cobrir o bolo grosseiramente com a cobertura de banana. Deixar arrefecer no frigorífico e depois cobrir o topo com a de chocolate (que deverá escorrer um pouco pelo bolo abaixo). Deixar no frigorífico pelo menos 20 minutos antes de servir para a cobertura endurecer um pouco.
Ingredientes da cobertura de banana:
60g de manteiga
1 banana madura esmagada
400g de açúcar em pó
1 colher de sobremesa de sumo de lima (também se pode usar limão)
Uma pitada de essência de baunilha (opcional)

  1. Amolecer a manteiga uns segundos no micro-ondas. Misturar com a banana e o sumo da lima.
  2. Aos poucos incorporar o açúcar em pó.
  3. Cobrir o bolo com a cobertura começando pelo topo. É normal que alguma escorra e que não fique homogeneamente coberto.
Ingredientes da cobertura de chocolate:
100g de chocolate negro
100ml de natas

  1. Levar as natas ao lume até começar a ferver.
  2. Juntar o chocolate e mexer até incorporar.
  3. Deixar arrefecer e verter sobre o topo do bolo de modo a cobri-lo um pouco menos do que a cobertura de banana.

O bolo em si não ficou muito, muito doce o que compensou o doce das coberturas. O que mais me surpreendeu foi a cobertura de banana, que fica realmente muito boa. Em relação à cobertura de chocolate, se sobrar alguma é só juntar um pouco de leite e levar ao lume et voilá!, um belo chocolate quente.

Deste não consegui nenhuma foto decente, enfim...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bolachas com pepitas de chocolate




Feliz Natal para todos!

Chegou a época das reuniões familiares, das trocas de prendas, das filhoses, de engordar uns quilos, receber peúgas e lenços bordados, da "Música no Coração" e demais tradições.

Este ano decidi oferecer bolachas caseiras a toda a gente e ao fim de várias receitas, pesquisas e tentativas mais ou menos bem sucedidas, acabei por escolher as bolachas com pepitas para oferecer à grande maioria. Estas bolachas, que actualmente são fabricadas por muitas marcas, têm a sua receita original comprada pela Nestlé que, no entanto, no seu site a partilha com toda a gente. Foi esta receita que decidi seguir, por ser muito prática, dar para uma grande quantidade de bolachas e melhor que tudo não precisar de se esticar a massa.





Ingredientes:
255g de farinha sem fermento
170g de acúçar branco
150g de açúcar amarelo
225g de manteiga sem sal
Essência de baunilha q.b.
2 ovos grandes
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
300g de pepitas

  1. Pré-aquecer o forno a 200ºC.
  2. Numa tigela pequena misturar a farinha, o sal e o bicarbonato de sódio.
  3. Numa tigela grande bater a manteiga com os açúcares e essência de baunilha, até ficar cremoso. Juntar um ovo de cada vez incorporando-os bem após cada adição.
  4. Juntar progressivamente a farinha e homogeneizar bem. Juntar as pepitas.
  5. Num papel vegetal colocar colheres de chá de massa (ou colheres de sobremesa, dependendo de como gostarem). O meu conselho é na primeira fornada colocarem poucas bolachas, com quantidades diferentes de massa e bem distanciadas para ganharem noção do espaço que precisam deixar entre elas e da quantidade ideal pro vosso gosto. Não se preocupem com dar forma à massa.
  6. Levar ao forno 8 a 10 minutos num tabuleiro. Retirar do tabuleiro e assim que começarem a arrefecer um pouco transferi-las para uma rede para arrefecerem totalmente.
A massa vai dar para várias fornadas, dependendo do tamanho que as preferirem. Quando saiem do forno é normal que sejam um pouco moles, quando arrefecem enrijecem e ficam mais estaladiças. Também se podem juntar pedaços de frutos secos ou mesmo Smarties mas estes últimos com o calor desbotam, que foi o que me aconteceu como podem ver na primeira foto.

Bom apetite e Bom Natal!

sábado, 28 de novembro de 2009

Panna Cotta de Iogurte com Geleia

Certamente uma das mais rápidas e simples sobremesas mas plena de possibilidades e variações. Panna Cotta é uma receita de origem italiana e o seu nome quer dizer literalmente Nata Cozida, sendo esse o passo essencial e transversal a todas as Panna Cottas. A partir daí pode variar na inclusão de leite, iogurte, buttermilk, nata light e na proporção entre eles, na quantidade de açúcar, na inclusão de outros sabores, aromas ou especiarias, no acompanhamento ou não com compotas, geleias ou caldas, na apresentação desenformada ou em taça, ...enfim, um mundo de possibilidades a explorar.

Esta versão surgiu-me por necessidade de utilizar duas embalagens de iogurte que teimavam em permanecer no meu frigorífico. Pensei em fazer um pouco de compota de maçã para acompanhar mas ocorreu-me a existência na despensa de um grande frasco de geleia de marmelo que veio de Amarante há algum tempo atrás e resolvi dar-lhe uso.


Ingredientes:
200ml de natas
2 iogurtes (naturais ou de aromas à escolha)
2 colheres de açúcar (mais se os iogurtes forem não açucarados)
1/2 colher de açúcar baunilhado (ou algumas gotas de essência de baunilha)
2 folhas de gelatina (ou 3 se quiserem servir desenformado)
Geleia de marmelo (ou uma compota à escolha)

  1.  Colocar as folhas de gelatina de molho em água fria durante 5 minutos.
  2. Num tacho colocar as natas e o açúcar ao lume, mexer para dissolver o açúcar e deixar levantar fervura.
  3. Desligar o lume e juntar as folhas de gelatina. Mexer para dissolver e deixar arrefecer um pouco.
  4. Juntar ao iogurte e distribuir pelas taças.
  5. Levar ao frigorífico no mínimo 2 horas (aguenta bem 2 ou 3 dias).
  6. Antes de servir colocar a geleia ou compota no topo ou desenformar e regar com a geleia.
Esta versão, utilizando as duas embalagens de iogurte que tinha no frigorífico (que eram de Tutti Frutti), deu para 3 taças grandinhas e sabia notoriamente ao iogurte, o que variará consoante a proporção de natas/iogurte que se utilize, podendo esta ser invertida sem qualquer problema.

Bom apetite!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tiramisù


 O bom deste doce italiano é que derrete na nossa boca fundindo os paladares um pouco amargos do café, cacau e chocolate preto com o doce leve do creme de mascarpone e misturando as texturas tão diversas da bolacha humedecida, do chocolate denso e do creme suave.

Há cinco anos atrás, no meu estágio de curso, a Bárbara, uma outra estagiária italiana a fazer Erasmus na minha faculdade passou-me a sua receita de Tiramisù, que guardei como uma preciosidade. Para esta ocasião houve que adaptar um pouco as quantidades para poder servir 8 pessoas. Uma outra alteração foi a opção pelo cacau em vez das raspas de chocolate: é muito mais fácil polvilhar o cacau directamente da embalagem em vez de ter o trabalho de raspar uma tablete inteira e no final a humidade acaba por molhar o cacau, dando-lhe outra voluptuosidade na cor e na textura. Por outro lado, para não ter saudades de sentir aqui e ali aquelas raspas um pouco maiores a quem o nome de pedaços já não fica mal, parti grosseiramente uns quadrados de chocolate negro para distribuir espaçadamente por cima do cacau.

Aqui fica a receita.


Ingredientes:
300g de palitos La Reine
500g de mascarpone
5 colheres de açúcar
5 ovos
+/- 500ml de café forte morno
cacau em pó q.b.
6 a 8 quadrados de chocolate negro (70% cacau) cortado grosseiramente (ou 1 pacote de pepitas de chocolate)


  1. Numa tijela bater as gemas com o açúcar até formar uma massa homogénea com alguma espuma. Juntar o mascarpone e homogeneizar.
  2. Bater as claras em castelo firme e juntá-las ao preparado anterior. Envolver suavemente com uma espátula.
  3. Colocar o café numa taça onde caiba o comprimento de um palito La Reine. Mergulhar um a um no café, virando dos dois lados, por breves segundos (se se deixar tempo demais, vão-se partir). Ir forrando com eles o fundo de um piréx rectângular (o que usei tem à volta de 30x20cm). Cobri-los com uma camada de creme de mascarpone e alisá-la. Polvilhar com cacau em pó e algumas pepitas de chocolate.
  4. Colocar nova camada de palitos embebidos em café, creme e terminar com o cacau e pepitas de chocolate.
  5. Refrigerar pelo menos 2 horas para a humidade se distribuir e os sabores se misturarem.

Numa última nota: é também tradicional mas não obrigatório incluir um pouco de Licor Marsala (ou outro licor ou mesmo vinho do Porto) no creme de mascarpone. Eu não aprecio portanto não o adicionei mas quem gostar é experimentar.

E pronto, é simples e delicioso. Bom apetite!



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tarte de Abóbora


Como prometido lá me resolvi a fazer uma tarte de abóbora com uma parte da abóbora-menina que me deram e que congelei. A receita é uma compilação de várias receitas e não é muito, muito doce, já que eu não gosto de sobremesas enjoativas. Os mais gulosos terão de pôr mais açucar ou usar leite condensado.

Ingredientes:
1 pacote de massa quebrada
2 chávenas de abóbora menina cortada em cubos
1 chávena e meia de leite evaporado
1/3 chávena de açúcar mascavado (pode-se pôr mais ou substituir por mel, conforme o gosto pessoal)
2 ovos ligeiramente batidos
1 colher de chá de canela
1 pitada de noz moscada
1 pitada de gengibre
1 pitada de pimenta da Jamaica (opcional, eu talvez não volte a utilizar quando repetir a receita)
70g de açúcar

  1. Aquecer o forno a 200ºC. Colocar a abóbora num tabuleiro, cobrir bem com papel vegetal ou de alumínio (para que não seque) e levar ao forno 30-40 minutos até ficar bem macia.
  2. Retirar o pacote de massa quebrada do frigorífico, colocando-o à temperatura ambiente.
  3. Liquifazer a abóbora (no passe-vite, liquidificar ou com varinha mágica) e numa tijela juntá-la aos ovos, leite evaporado, açúcar mascavado e especiarias. Homogeneizar bem.
  4. Colocar a massa quebrada na tarteira com o papel vegetal por baixo. Picá-la com um garfo várias vezes e adicionar o recheio de abóbora. Levar ao forno a 180ºC durante cerca de 30 a 40 minutos.
  5. Arrefecer no frigorífico entre 2 a 24h e retirar 20 minutos antes de servir. Numa frigideira colocar o açúcar e derreter ao lume, abanando a frigideira para que derreta por igual. Baixar o lume e deixar cozinhar por 5 minutos mexendo. Cobrir a tarte com o caramelo em fios e servir iemdiatamente. (Se passar algum tempo o caramelo derrete novamente, o que não deixa igualmente de saber bem).

Bom apetite!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tarte de crumble de manga



Reincidindo no segundo livro de Mafalda Pinto Leite, para rematar o almoço de família de domingo, baseei-me numa receita de Tarte de Crumble de Maracujá que me andava a fazer crescer água na boca desde que comprei o livro.

Olhando para a despensa fiquei a braços com uma decisão: seguir a receita e usar a lata de polpa de maracujá ou experimentar outra fruta e usar a lata de polp de manga... Uhm.... e pronto, ganhou a manga.

Em relação à receita original convém cortar no açúcar, já que as conservas de fruta já são bem açucaradas mas de resto, juntamente com outras pequenas alterações, funcionou perfeitamente.



Ingredientes

Massa:

375g de farinha sem fermento
150g de açúcar
150g de margarina vaqueiro (ou manteiga sem sal fria aos pedaços)
1 ovo
1 colher de sobremesa de açúcar baunilhado (ou 1 colher de chá de essência de baunilha)


Curd de manga:

4 ovos
2 gemas de ovo
50g de açúcar (150g se usarem polpa de fruta sem açúcar)
200ml de polpa de manga (150ml se usarem polpa sem açúcar)
125g de margarina vaqueiro (ou manteiga fria aos pedaços)


  1. Aquecer o forno a 180º. Forrar uma forma rectangular com papel vegetal e untar com manteiga.
  2. Bater a farinha, açúcar e manteiga com a batedeira até obter mistura com textura de migalhas. Adicionar o ovo, o açúcar baunilhado e 3 colheres de sopa de água fria. Bater até a massa comelar a aderir. (Juntar mais água se necessário.)
  3. Reservar 1 chávena de massa. Colocar a restante na forma, pressionando, e levar ao forno a cozer durante 20 a 25 minutos até começar a dourar.
  4. Entretanto preparar o curd. Aquecer em banho-maria os ovos, as gemas e o açúcar, mexendo sempre com uma batedeira de varas. Adicionar a polpa de manga e a manteiga. Mexer constantemente com uma colher de pau até a misturar espessar o suficiente para começar a cobrir a parte de trás da colher. Passar por um coador e espalhar sobre a base de massa.
  5. Polvilhar a massa reservado por cima do curd e levar ao forno por 15 a 20 minutos até começar a dourar por cima. Deixar arrefecer completamente antes de servir.


Uma óptima sobremesa de manga, servida com manga e creme de iogurte, do qual segue a receita.


Creme de iogurte:

Existem várias receitas de creme de iogurte, dependendo as variadas opções não só do gosto mas também da despensa de cada um. Desta vez como tinha uma lata de leite de coco light aberta resolvi utilizá-la.

Ingredientes
iogurte natural não açucarado
leite de coco light
mel
sumo de limão

  1. Colocar o iogurte sobre um pano, com uma tijela por baixo. Tapar e colocar no frigorífico dum dia para o outro para escorrer o iogurte.
  2. Misturar com o iogurte o leite de coco até obter uma consistência que agrade. (Os cremes de iogurte também funcionam bem com natas.)
  3. Juntar mel a gosto e umas gotinhas de limão.

E pronto, mais um domingo bem passado em família. Bom apetite!
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