domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quiche de Salmão Fumado com Funcho e Gorgonzola

É Inverno, domingo e fim de tarde. E para que servem os finais de tarde dos domingos de Inverno senão para preguiçar no sofá e ver filmes? Quem é que quer pensar muito em jantares e perder tempo na cozinha? Eu certamente que não. Por isso aos domingos a ementa ao jantar é quase sempre "qualquer coisa" e sopa. E por qualquer coisa entenda-se algo que fique a meio caminho entre um lanche e um jantar, um espécie de lanche glorificado.

Por isso mesmo hoje deixo aqui uma receita de quiche: algo rápido, simples e leve mas ao mesmo tempo mais substancial que torradas com manteiga ou tostas mistas (que em última instância por vezes acabam por ser uma opção). Uma quiche feita neste caso com massa quebrada comprada. Claro que se quiserem podem fazer uma base de raiz mas isso, cá pra mim, já seria desvirtuar o propósito de uma quiche neste fim de tarde com um desnecessário empregar de tempo e trabalho. Para além de que, admito-o, eu gosto das bases de massa quebrada refrigeradas que há à venda nos supermercados.


Ingredientes:
1 base de massa quebrada
100g de salmão fumado
1 bolbo de funcho
1 cebola pequena picada
50g de gorgonzola
200ml de natas
100ml de leite
3 ovos grandes
sal, pimenta, manteiga

  1. Cortar as hastes do funcho (podem-se reservar para dar sabor a caldos). Cortar o bolbo ao meio, colocar cada metade com a face cortada para baixo e cortar em fatias na perpendicular (tipo cebola cortada em meia-lua). Reservar algumas folhas para juntar ao recheio da quiche, se o bolbo vier com elas.
  2. Numa frigideira derreter uma colher de sopa de manteiga. Adicionar a cebola e deixar amolecer. Juntar o funcho e um pouco de sal, tapar e deixar cozinhar alguns minutos, mexendo de vez em quando.
  3. Cobrir uma tarteira com a massa quebrada e picar o fundo com um garfo. Juntar o funcho, depois o salmão cortado em pedaços e por fim pedaços de gorgonzola.
  4. Numa tijela misturar os ovos com as natas. Mexer bem. Verter o leite na frigideira onde se cozinhou o funcho e mexer um pouco para dissolver os líquidos que ficaram na frigideira. Juntar o leite aos ovos e natas e mexer. Temperar com sal e pimenta.
  5. Verter a mistura sobre o recheio da quiche, povilhar com algumas folhas de funcho picadas e levar ao forno a 180ºC durante 30 minutos (até dourar).
Se se quiser um sabor mais intenso ao queijo pode-se das duas uma: ou juntar mais gorgonzola ou trocá-lo por Roquefort, que tem um sabor mais forte.

Bom apetite!

Molho cremoso de estragão

Para a receita anterior fiz um molho cremoso de estragão para acompanhar salmão grelhado e como fiz mais do que o necessário, sobrou-me bastante para usar mais tarde e assim dar sabor a várias receitas rápidas. Na verdade foram mais propriamente maneiras de aproveitar restos que propriamente receitas. Vou deixar aqui duas dessas sugestões para quando não apetece ter trabalho a cozinhar.

Do molho não vou repetir aqui a receita (basta visitar o post precedente) mas vou recordar que é uma emulsificação de manteiga, semelhante ao molho béarnaise mas que em vez da redução de estragão, vinagre e vinho que este usa, leva sumo de limão, o qual se nota muito bem no sabor final. O restinho que sobrou destas receitas de hoje, tenho-o comido com pão como se fosse manteiga normal e da próxima vez que houve fondue cá em casa vai ser um molho a incluir.


Salada de atum com batata

Ingredientes:
Batata cozida cortada em pedaços (sobras de outra refeição ou cozidas de propósito)
2 latas de atum
100g de camarão pequeno
1 cebola pequena
Molho de estragão qb
sal, pimenta, manteiga, salsa

  1. Aquecer as batatas no micro-ondas (sobras) ou cozê-las em água e sal ou ao vapor. Enquanto bem quente juntar o molho de estragão e envolver bem.
  2. Numa frigideira, com um pouco de manteiga, amolecer a cebola. Juntar o camarão e deixar cozer. Juntar o atum escorrido, temperar com sal e pimenta e deixar ao lume 2-3 minutos, só para o atum aquecer.
  3. Servir o atum e camarão por cima das batatas e polvilhar com salsa. Pode-se acompanhar com mais molho sobre o atum ou com maionese.

    Fusilli com cogumelos e bacon

    Ingredientes:
    Fusilli
    100g de cogumelos
    100g de tiras de bacon
    Molho de estragão qb
    Sal e pimenta

    1. Cozer a massa e água a ferver com sal.
    2. Numa frigideira anti-aderente saltear o bacon até dourar (o bacon vai perder bastante gordura, pelo que não adiciono nenhuma previamente). Juntar o cogumelos e deixar cozinhá-los até perderem a água.
    3. Juntar a massa e o molho de estragão. Mexer para misturar bem todos os ingredientes, até o molho derreter e envolver toda a massa.

    E pronto, são duas ideias ultra-rápidas para aproveitar este molho cremoso. Aproveitem e bom apetite. :-)

    sábado, 6 de fevereiro de 2010

    Salmão com Molho de Estragão e Batatas Recheadas com Nabiça e Gorgonzola

    No mês passado a Saberes & Sabores trazia várias receitas que ficaram na minha lista a experimentar e a que deu origem a esta foi uma delas. O molho em particular chamou-me a atenção, especialmente depois de a Nigella (que agora anda a passar na Sic Mulher) ter também feito molho Béarnaise, que é similar. Faltava-me, no entanto, o estragão, que não é uma erva muito habitual na nossa cozinha e que apesar de já a ter visto à venda nas ervas frescas de alguns supermercados, nas últimas semanas andava ausente. Finalmente encontrei-a e assim pus logo as mãos ao trabalho.

     
    A receita é muito semelhante à da revista mas alterei sobretudo o recheio da batata: troquei a mistura congelada de espinafres e queijo por nabiça e gorgonzola. Apesar de ter feito a receita para 2 pessoas (e não as 4 da receita original), mantive as quantidades do molho. O que sobrou guardei no frigorífico e aproveitei já para duas outras receitas: uma pasta rápida de cogumelos e bacon e para umas batatinhas com atum que hão-de nos próximos dias aparecer por aqui.
     
    Ingredientes:
    4 batatas roxas médias
    2 postas de salmão
    200g de nabiça em juliana larga
    50g de gorgonzola em pedaços
    1/2 limão
    Sal, pimenta, margarina, azeite

    1. Levar as batatas ao lume, cobertas com água e sal, até ficarem macias.
    2. Temperar os lombos de salmão com sal, pimenta e sumo de limão.
    3. Numa frigideira saltear as nabiças em margarina, com um pouco de sal e deixar cozinhar em lume brando.
    4. Escorrer as batatas, cortar uma tampa e escavar o interior da batata com uma colher pequena. Esmagar a polpa da batata (incluindo a da tampa) e misturar com a nabiça e os pedaços de queijo (reservar alguns pedaços). Rechear as cavidades da batata com esta mistura e por cima colocar os pedaços de queijo reservados.
    5. Envolver as batatas em papel de alumínio (fehar o papel formando um tipo de bolsa larga em vez de ficar muito justo à batata) e levar ao forno aquecido a 180ºC cerca de 20 minutos.
    6. Untar as postas de salmão com azeite e grelhar numa chapa quente durante alguns minutos de cada lado. Colocar no forno durante 10 minutos.
    7. Servir o salmão com o molho (ver receita a seguir) e as batatas.
    O molho é uma emulsificação de manteiga e, não sendo complicado, requer no entanto alguma paciência pois com relativa facilidade pode talhar. É um daqueles molhos em que num momento sucede aquele pequeno passo de magia semelhante ao da maionese, o momento em que os ingredientes se unem e o seu estado líquido transforma-se num creme aveludado. Uma coisa importante é não o aquecer demasiado, pelo que deve ser feito em banho-maria mas sem que o recipiente toque directamente na água ao lume.

    Ingredientes do molho
    200g de margarina ou manteiga
    2 gemas
    1/2 limão
    2 colheres de sopa de água fria
    sal, alho em pó, pimenta, estragão fresco

    1. Numa tigela misturar as gemas com o sumo de limão e a água fria. Temperar com sal, pimenta e alho em pó.
    2. Levar a tigela a banho-maria sob lume brando, mexendo sempre.
    3. Quando a mistura começar a engrossar juntar uma pequena noz de manteiga, sem parar mexer. Quando estiver bem incorporada, juntar outra noz e assim sucessivamente. Ao fim de algumas nozes pode-se começar a juntar nozes maiores e a intervalos menores. Mexer sempre. No final o molho fica cremoso e aveludado.
    4. Juntar algumas folhas de estragão cortadas com a tesoura e servir.
    Bom apetite!

    domingo, 31 de janeiro de 2010

    Cheesecake de Manga

    Uma sobremesa leve e a lembrar o Verão veio animar este domingo. Normalmente costumo fazer cheesecakes de morango mas desta vez, para variar e para usar um saco de polpa de manga que já se estava a instalar no congelador, saiu um cheesecake dourado como o sol de Agosto.

    De cheesecakes há inúmeras receitas e inúmeras possibilidades na escolha do queijo. O que eu costumo usar é o Queijo Fresco Batido da marca Phoenicia mas há quem use queijo fresco normal, requeijão, queijo creme (sobretudo Philadelphia). Outra coisa que varia muito é a base. Normalmente costumo esmagar bolachas areadas e misturá-las com manteiga. Muitas versões usam bolacha maria com a manteiga e desta vez eu usei uma coisa diferente: no Natal fiz massa para bolachas de cortar para oferecer mas como me pareceu que iria dar mais trabalho do que o tempo que eu tinha, acabei por congelá-la. E foi uma dessas bolas de massa congelada que me instigou a fazer um cheesecake. Se vos aconselho a usarem em vez das bolachas esmagadas com manteiga? Não, não vale a pena o esforço extra. Mas funcionou bastante bem e com a massa já feita foi só descongelá-la e esticá-la.

    Como sempre, é uma sobremesa doce mas nada enjoativa e é sobretudo a cobertura de fruta quem tem mais açúcar. Se preferirem a versão de morango basta mudar a cobertura para doce de morango. Eu tenho como resolução que o meu próximo cheesecake há-de ser daqueles com ovos e que precisam de ir ao forno mas esse por enquanto fica para outras núpcias. Para já, vamos a este!

    Ingredientes:

    Massa para a base:
    100g de manteiga (à temperatura ambiente)
    60g de açúcar em pó
    1 ovo
    180g de farinha sem fermento

    1. Bater com batedeira eléctrica a manteiga com o açúcar até obter um creme claro e fofo.
    2. Adicionar o ovo e incorporar bem.
    3. Adicionar a farinha peneirada e misturar com uma colher de pau. Verta a mistura numa superfície enfarinhada e amasse cuidadosamente até que fique macia. 
    4. Levar ao frigorífico 1 hora ate ficar firme. Esticá-la e preencher a base da tarteira. 
    5. Levar ao forno aquecido a 180ºC durante 20 minutos ou até ficar ligeiramente dourado. Deixar arrefecer.
     Outra possibilidade como foi já dito é usar um pacote de bolacha maria grosseiramente esmagado, amassado com cerca de 100g de manteiga. O que eu costumo fazer é ir juntando a manteiga conforme necessário para obter uma massa húmida e um pouco pegajosa mas que facilmente se solte, sendo preciso fazer um pouco de pressão para que os pedaços de massa se unam. E apesar de não ser essencial, gosto de a levar uns minutos ao forno para a manteiga derreter e a massa ficar mais coesa.


    Ingredientes do creme de queijo:
    500mg de queijo (fresco batido ou queijo creme)
    200ml de natas frias
    3 colheres de sopa de açúcar
    5 folhas de gelatina
    1 colher de sopa de sumo de limão

    1. Bater as natas com o açúcar e o sumo de limão até ficarem firmes.
    2. Juntar o queijo e incorporar.
    3. Demolhar as folhas de gelatina 5 minutos, espremê-las suavemente e dissolvê-las num pouco de água quente (o mínimo necessário). Juntar à gelatina o preparado de queijo, pouco a pouco (se se juntar repentinamente a gelatina quente ao preparado frio esta vai coagular em pedaços, o que é uma chatice..., portanto deve-se fazer o contrário, juntar o frio na gelatina devagar para que esta arrefeça progressivamente).
    4. Verter a mistura sobre a base de bolacha já arrefecida e levar ao frigorífico algumas horas para solidificar.
     O cheesecake é rápido e não dá muito trabalho (especialmente se não fizerem a massa da base de raiz) mas é preciso algum planeamento por causa do tempo para solidificar. Usualmente o que costumo fazer é preparar de véspera (se for para o almoço) e uma meia hora antes de servir ponho-lhe a cobertura.


    Ingredientes da cobertura:
    150ml de polpa de manga
    1 colher de sobremesa de amido de milho

    1. Levar ao lume a polpa com o amido e deixar ferver durante 3-4 minutos para que fique mais espessa.
    2. Deixar arrefecer e verter sobre o cheesecake. Levar ao frigorífico 30 minutos e servir.

    Se tiverem uma forma com mola, é o ideal para usar e desenformarem o cheesecake no final. Eu não tenho e uso uma tarteira. Com um pouco de papel vegetal não é difícil desenformá-lo da tarteira mas a verdade é que raramente me dou a esse trabalho.


    Bom apetite!

    quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

    Bifes com molho de vinho do Porto


    Hoje trago uma receita bem tradicional, de bifes envoltos em molho de natas e vinho do Porto, que tanto pode ser feito com bife de vaca como com costoletas de porco. Ora eu usei umas costoletas de vaca que tinha no congelador e deixei uma delas mal passada (para mim) e outra bem passadinha.

    Ingredientes:
    2 bifes de vaca
    4 rodelas de chouriço corrente
    50ml de vinho do Porto
    50ml de água
    100ml de natas
    2 dentes de alho descascados e esmagados
    1 folha de louro

    Azeite, sal e pimenta

    1. Numa frigideira alourar as rodelas de chouriço numa colher de azeite. Reservar as rodelas.
    2. Adicionar mais uma colher de azeite à frigideira e os alhos. Deixar fritar 1 minuto. Introduzir os bifes e fritar 2 minutos dum lado e 3 minutos do outro (ou mais tempo se os quiserem bem passados). Reservar os bifes.
    3. Juntar à gordura e resíduos da frigideira o vinho, a água e o louro. Deixar reduzir para metade e juntar o chouriço e as natas. Deixar engrossar e reintroduzir os bifes.

    sábado, 23 de janeiro de 2010

    Bolo de Chocolate e Banana


    Para o aniversário da minha mãe este ano decidi fazer-lhe um bolinho de chocolate mas quis experimentar um diferente: um bolo de chocolate e banana. Que a banana e o chocolate combina já toda a gente sabe, basta lembrar o conhecido Banana Split, com o xarope de chocolate a escorrer do gelado para a banana. E para mim, banana e chocolate é das minhas misturas preferidas de sorvetes. Por isso, um bolo a juntar estes velhos amigos só podia ser uma boa escolha.

    Ingredientes do bolo:
    280g de farinha com fermento
    80g de cacau
    125g de açúcar amarelo
    2 colheres de sopa de açúcar refinado
    1/2 colher de sopa de bicarbonato de sódio
    2 ovos batidos
    2 bananas maduras esmagadas
    1 iogurte
    100ml de óleo
    1 pitada de sal


    1. Misturar a farinha, o cacau e bicarbonato com o açúcar numa tiigela. Fazer um buraco ao centro.
    2. Noutra tigela bater os ovos, iogurte e óleo com a banana bem esmagada. Adicionar à mistura anterior e misturar bem.
    3. Untar uma forma com buraco central, verter a mistura para a forma e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 40-45minutos (confirmar a cozedura espetando um palito: se sair seco, o bolo está cozido).
    4. Deixar arrefecer 5 minutos e colocar desenformado numa rede para arrefecer completamente.
    5. Cobrir o bolo grosseiramente com a cobertura de banana. Deixar arrefecer no frigorífico e depois cobrir o topo com a de chocolate (que deverá escorrer um pouco pelo bolo abaixo). Deixar no frigorífico pelo menos 20 minutos antes de servir para a cobertura endurecer um pouco.
    Ingredientes da cobertura de banana:
    60g de manteiga
    1 banana madura esmagada
    400g de açúcar em pó
    1 colher de sobremesa de sumo de lima (também se pode usar limão)
    Uma pitada de essência de baunilha (opcional)

    1. Amolecer a manteiga uns segundos no micro-ondas. Misturar com a banana e o sumo da lima.
    2. Aos poucos incorporar o açúcar em pó.
    3. Cobrir o bolo com a cobertura começando pelo topo. É normal que alguma escorra e que não fique homogeneamente coberto.
    Ingredientes da cobertura de chocolate:
    100g de chocolate negro
    100ml de natas

    1. Levar as natas ao lume até começar a ferver.
    2. Juntar o chocolate e mexer até incorporar.
    3. Deixar arrefecer e verter sobre o topo do bolo de modo a cobri-lo um pouco menos do que a cobertura de banana.

    O bolo em si não ficou muito, muito doce o que compensou o doce das coberturas. O que mais me surpreendeu foi a cobertura de banana, que fica realmente muito boa. Em relação à cobertura de chocolate, se sobrar alguma é só juntar um pouco de leite e levar ao lume et voilá!, um belo chocolate quente.

    Deste não consegui nenhuma foto decente, enfim...

    terça-feira, 19 de janeiro de 2010

    Salmão à la Mirepoix com Maionese de Cebolinho



    O mirepoix é um dos sabores básicos da cozinha francesa e consiste numa mistura equilibrada de cebola, aipo e cenoura. É usada como base de sopas, estufados, molhos, aos quais dá um aroma muito agradável. É muito fácil de preparar, bastando cortar os vegetais em pedaços de calibre semelhante (por acaso esta noite só tinha cenoura em juliana e foi o que usei), misturá-los e cozinhá-los, salteados em manteiga ou cozidos, e essa facilidade, associado às suas capacidades aromatizantes vieram mesmo a calhar para mais uma receita rapidíssima.

    O salmão é um dos meus peixes favoritos e cozinhá-lo em papelote é uma das maneiras mais rápidas e fáceis de lhe conferir subtilmente outros aromas, com a vantagem de ao ser cozido no seu próprio vapor precisa de muito pouca gordura e mantém toda a sua suculência. E com os aromas do mirepoix ficou excelente.

    Ingredientes (2 pessoas):
    1 cebola picada (+-180g)
    1 haste de aipo grande picado (+-90g ou seja metade da cebola)
    1 cenoura pequena picada (+-90g, tal como o aipo)
    2 filetes de salmão
    1 colher de sopa de manteiga
    2 colheres de sopa de vinho branco
    sal, pimenta, sumo de limão, folhas de aipo picadas

    3 colheres de sopa maionese
    1 colher de sopa de iogurte natural
    sumo de limão qb
    cebolinho picado qb


    1. Num piréx colocar a mistura de cebola, aipo e cenoura (mirepoix). Regar com o vinho branco e espalhar por cima várias pequenas nozes de manteiga.
    2. Colocar os filetes de salmão por cima do mirepoix e temperar ambos com sal e pimenta. Regar o salmão com algumas gotas de limão e colocar uma pequena noz de manteiga em cima de cada filete.
    3. Cobrir bem com papel de alumínio, de modo a fechar hermeticamente ou colocar uma tampa adequada e levar ao forno aquecido a 200ºC durante 20 minutos.
    4. Entretanto misturar numa tigela a maionese, iogurte e cebolinho. Quando o salmão estiver pronto, retirar a tampa, colocar um pouco de maionese em cima de capa filete e polvilhar com as folhas de aipo picadas. Servir com batata cozida.
    E pronto, em cerca de 30 minutos estava na mesa e a dar um bom aroma a toda a cozinha.

    Bom apetite!

    segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

    Vaca com rebentos de bambu



    Continuando na cozinha de inspiração asiática, agora mais achinezada, esta semana houve também oportunidade para aproveitar os rebentos de bambu que só muito esporadicamente consigo encontrar nos supermercados.

    Mais uma receita de confecção simples e rápida, apropriada para o wok mas igualmente apropriada para a frigideira (o que foi o caso já que o meu wok morreu...).

    Ingredientes
    1 bife de vaca cortado em fatias finas
    100g de cogumelos frescos
    1 lata de rebentos de bambu
    1 molho de bróculos (opcional mas dá um colorido bonito)
    1 cebola roxa cortada em oitavos (outra que dá uma corzinha engraçada)
    3 colheres de sopa de molho de ostra
    3 colheres de sopa de molho de soja claro
    2 colheres de sopa de vinho do porto
    1 pitada de gengibre
    Sal, pimenta, óleo vegetal, alho picado, farinha

    1. Marinar a carne em 2 colheres de sopa de molho de soja, alho picado, pimenta e 1 colher de vinho do porto. De preferência deixar a marinar de véspera.
    2. Aquecer um pouco de óleo na frigideira. Passar a carne por farinha e corar em lume médio-alto. Reservar.
    3. Aquecer óleo na frigideira limpa e cozinhar os cogumelos até perderem a água. Juntar a cebola e saltear durante 1-2 minutos. Juntar a pimenta, o gengibre e alho picado.
    4. Adicionar os rebentos de bambu e os bróculos e saltear durante 3 minutos.
    5. Juntar 1 colher de sopa de vinho do Porto, o molho de ostra e 1 colher de sopa de molho de soja. Juntar a carne que se reservou e deixar apurar cerca de 5 minutos, até os bróculos estarem cozinhados mas não demasiado moles.
    Para acompanhar ou um arroz (branco ou xau-xau) ou noodles, que se misturam na frigideira depois de pré-cozidos.

    Bom apetite.

    domingo, 17 de janeiro de 2010

    Estufado de Porco Vietnamita



    Um blog que sigo com atenção é o Rasa Malaysia, um blog de cozinha asiática com receitas apetitosas e simples acompanhadas de fotos de criar água na boca. Uma das últimas receitas do blog é uma receita tradicional vietnamita de entremeada estufada lentamente, temperada com molho de soja, Tau Yew Bak e fiquei com vontade de experimentá-la.

    Esta semana num daqueles dia em que não apetece ter trabalho na cozinha, baseei-me nessa receita e fiz a minha primeira versão de Tau Yew Bak. Se ficou como manda a tradição vietnamita, não faço ideia porque nunca experimentei nem muito menos tenho como a autora o seu sabor associado na minha mente às memórias de infância. E a verdade é que fugi um pouco à receita, por necessidade e por vontade. Mas ficou bom e com o trabalho mínimo que dá, vai ser para repetir.

    Ingredientes:
    300g de entremeada cortada em pedaços
    Repolho cortado em juliana
    3 copos de água
    1 dente de alho esmagado
    1 colher de sopa de mistura de pimentas moídas
    6 colher de sopa de molho de soja claro
    1 colher de sopa de molho de soja escuro
    1 colher de sobremesa de açúcar amarelo
    Sal qb

    1. Aquecer numa caçarola a água. Quando ferver juntar o alho, a entremeada e a pimenta.
    2. Deixar levantar novamente fervura e juntar os molhos de soja e o açúcar. Diminuir o lume para médio e deixar cozer tapado durante 30 minutos.
    3. Juntar sal se necessário e acrescentar o repolho. Tapar e diminuir o lume para mínimo. Deixar cozer mais 15-20minutos até o repolho estar cozido. Servir com arroz branco.

    E pronto, é ideal para dias de muito cansaço pois dá muito pouco trabalho e ainda dá tempo para descansar um pouco enquanto a comida coze. Se quiserem ver a receita original, que provavelmente nunca sonhou em vir a ter repolho, podem encontrá-la aqui.

    Bom apetite.

    sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

    Pão de mistura meio integral

                                                                                   
    As minhas experiências de padaria continuam, impulsionadas quer pela antipatia da meteorologia quer pela antipatia dos supermercados que ultimamente não têm tido o pão que eu consumo habitualmente.

    Desta vez, optei por uma série de novidades para mim. Substituí parte da farinha de trigo por farinha de centeio integral e resolvi fazer uma primeira tentativa de pão tipo sourdough, "massa azeda" (não sei se é o termo técnico correcto em português).

    Este tipo de pão usa fermento natural em vez de fermento de compra, isto é, usa leveduras que existem naturalmente no ar. Para isso é necessário começar a preparar o fermento algum tempo antes de se fazer o pão.

    Para este segui várias indicações que li em variados sítios e em particular as indicações de Flo Makanai, do blog MakanaiBio, tanto para a preparação do fermento como para o pão em si, mesmo que não as tenha seguido à risca. Mas para começar, vamos ao fermento (que neste caso se chama starter).

    1. Num recipiente de plástico ou vidro juntar 100g de farinha e 100g de água. Misturar e tapar sem ocluir completamente. Deixar repousar num sítio sem correntes de ar.
    2. Nos dias seguintes, uma vez por dia tirar 50g da mistura e acrescentar 50g de farinah e 50g de água.
    3. Ao fim de 3-5 dias a mistura vai começar a borbulhar e a crescer e pronto, tá feito!
    4. A partir daqui podem guardar no frigorífico e alimentar (sim, que esta mistela borbulhante alberga muitos, muitos organismos vivos) uma vez por semana ou de duas em duas semanas. Para isso tira-se do frigorífico, retira-se uma parte, acrescenta-se água e farinha tal como anteriormente, espera-se umas doze horas e volta a ir para o frigorífico. De cada vez que se utilizar para fazer pão vai ter de se tirar do frigorífico e alimentar antes de usar.
    Como é a primeira vez que estou a experimentar, não tenho propriamente grandes conselhos e truques a dar. O melhor é antes de começarem lerem alguns livros ou artigos na net, de pessoas muito mais experientes que eu. E há por aí muitas.

    Para este pão em específico segui uma receita-truque baseada numa fórmula: "1-2-3", cujos algarismos se referem à proporção de fermento starter, água e farinha, respectivamente. Podem encontrar mais informação aqui.  Estas proporções funcionam para este tipo de fermento starter em que a taxa de hidratação é de 100% (igual peso de farinha e água) e permite uma grande liberdade na escolha das farinhas, dos líquidos e de outros extras que se queiram juntar. O sal é acrescentado na proporção de 1,8 a 2% do peso da farinha.

    Ingredientes:
    200g de fermento starter
    400g de água
    400g de farinha de trigo sem fermento
    200g de farinha de centeio integral
    1 colher de sopa de azeite
    12g de sal

    1. Retirar o fermento do frigorífico e alimentá-lo com 50g de farinha e 50g de água. Deixar levedar fora do frigorífico 12horas. Voltar a alimentá-lo e deixar levedar mais 12horas. (Já vi fazerem também só com um ciclo de alimentação, para a próxima experimento).
    2. Tirar a porção de fermento pretendida (se o peso for diferente do da receita, é só fazer as contas para os outros ingredientes: 2xpeso fermento para a água e 3xpeso fermento para a farinha).
    3. Dissolver na água e incorporar as farinhas. Deixar repousar 30 minutos.
    4. Juntar o sal e o azeite e amassar numa superfície enfarinhada durante 10 minutos até a massa ficar suave e elástica. Podem ver um vídeo com uma técnica de amassar aqui.
    5. Tapar com uma toalha molhada e deixar levedar entre 8 a 12 horas.
    6. Se quiserem juntar sementes, frutos ou outros extras, agora é o momento. Amassar um pouco, retirando o ar e dar a forma desejada No meu caso usei uma caçarola de pirex e não foi preciso dar  grande forma, foi só formar uma bola e transferir para o recipiente.
    7. Deixar levedar cerca de 1hora, até dobrar de volume. Humedecer a superfíce superior com água e fazer algumas incisões.
    8. Tapar a caçarola de pirex e levar ao forno sem o pré-aquecer, cerca de 20 minutos (a superfície deve parecer cozida mas descorada). Tira a tampa e deixar cozer mais 20 minutos ou até dourar a gosto. (Outra possibilidade é deixar 1hora tapado mas não experimentei).
    E pronto, foi a receita que experimentei, correu bem e gostei muito do pão e fiz vários até com a mesma massa. Se é a melhor receita de pão deste tipo não sei, porque foi o primeiro que fiz deste tipo. Outros se seguirão certamente.





    Eu sei que não se devia cortar o pão antes de ele arrefecer completamente mas eu não lhe resisti...


    Bom apetite.
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