domingo, 6 de fevereiro de 2011

Creme de Laranja


Com a abundância de laranjas e citrinos em geral do Inverno e a precisar de fazer um bolo para uma reunião familiar, voltei a fazer o bolinho de laranja e azeite maravilhoso do David Leite. Mas como só um bolo não me dava vazão ao laranjal que por aqui vai, este ano resolvi experimentar fazer um creme de laranja (um curd) que não só permite conservar a laranja por algum tempo como ficou óptimo a servir de recheio do bolo como ainda é perfeito para barrar torrada (aliás, eu cá acho que estes cremes nasceram para isso: barrar pão torrado).


O creme pode ser guardado no frigorífico durante duas semanas, sem grandes cuidados. Se usarem os cuidados aplicados a outras conservas (frascos esterilizados cheios a quente e bem fechados em seguida) podem durar até 3 meses no frigorífico ou 6 semanas num local fresco e sem luz do sol podendo depois de abertos os frascos serem guardados 1 semana no frigorífico.

Ingredientes:
3 ovos inteiros
2 gemas
1 chávena de sumo de laranja (também se pode utilizar a casca da laranja)
150 gramas de açúcar
55 gramas de manteiga sem sal
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de essência de baunilha

  1. Num tacho bater os ovos com o açúcar. Juntar o sal e o sumo de laranja (e a casca) e misturar tudo.
  2. Levar ao lume baixo, mexendo constantemente. Deixar a mistura cozer sem que ferva. Quando o ovo cozer a mistura muda de translúcida para opaca e torna-se mais espessa. Deixar engrossar a gosto.
  3. Tirar do lume e juntar a manteiga e a essência de baunilha. Misturar tudo bem e se necessário passar por um coador (se se utilizar a casca, por exemplo).
Bom apetite!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Muffins-patanisca de Bacalhau


Desta vez não trago uma receita certinha, é mais uma ideia que um plano a seguir à risca. Uma destas noites tinha umas postas de bacalhau a precisarem de uma receita e apeteciam-me pataniscas. Mas não me apetecia meter-me em frituras, por mais que um motivo: as calorias, o cheiro, os salpicos. Para mais tinha uma forma nova de silicone ainda por experimentar: posto isto, transformei as minhas pataniscas nuns muffins.

Segui a receita habitual do polme das pataniscas de bacalhau (uso sempre a da Vaqueiro), juntei uns vegetais ao bacalhau (sempre a cebola e neste caso cenoura ralada cozida ligeiramente no microondas e bróculos picados), uma pitada de bicarbonato de sódio, salsa e coentros e acrescentei farinha com fermento até ficar com uma massa mais consistente em vez de um polme*. E é por isto que não tenho uma receita metódica para apresentar: a quantidade de farinha foi toda medida a olho.

Depois foi só distribuir pelas formas e levar ao forno cerca de 20 minutos a 200ºC. Ficaram fofinhos e bastante húmidos por dentro, que era o que pretendia. Usei-os para um jantar mas quando voltar a fazer vai ser com uma petiscada em vista ou num piquenique.


*Uma nota importante é a de não se mexer demasiado a massa: uma massa não homogénea garante um muffin mais fofinho.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Trufas de chocolate


Voltando um pouco atrás, este natal, para além dos biscoitos de canela, fiz também umas trufas de chocolate para oferecer. Ficaram muito festivas, são muito saborosas e muito fáceis de fazer. A única desvantagem é que se dão melhor no frigorífico o que torna o seu envio pelo correio pouco prático. Mas mesmo que cheguem o pouco mais moles, sobrevivem à viagem e depois de um pouco de frio estão novamente em grande forma.



Ingredientes:
250g chocolate preto
200ml natas
30g de manteiga sem sal
Pepitas coloridas ou outras decorações a gosto

  1. Levar as natas a lume médio/baixo até começar a ferver. Entretanto partir o chocolate em pedaços.
  2. Retirar as natas do lume e juntar o chocolate e esperar uns minutos, depois mexer até o chocolate se dissolver completamente (a esta mistura chama-se ganache).
  3. Colocar a mistura no prato fundo ou numa tarteira e levar ao frigorífico pelo menos 2 horas até endurecer.
  4. Retirar do frigorífico. Noutro prato colocar as pepitas. Com uma colher tirar pedaços de ganache e rolá-los entre as mãos para formar bolas grosseiras. Rolá-las sobre as pepitas e dispô-las num tabuleiro.
  5. Tapar e conservar no frigorífico até duas semanas. Tirar do frigorífico uma hora antes de servir.
Quanto melhor for o chocolate usado melhor vai ser o resultado final. O ideal é usar um chocolate acima de 60% de cacau. Pode-se fazer inúmeras variações, desde juntar uma colher de sopa de alguma bebida alcoólica, essência de baunilha ou especiarias, ou alterar a cobertura para pepitas de chocolate, cacau em pó ou outras.

Bom apetite. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sidra Quente com Especiarias


Quando chega mais um dia frio deste Inverno nada tímido, sabe tão bem agarrar uma caneca quente com as duas mãos, aproximarmo-nos dela até sentirmos o calor húmido e aromático do vapor e depois de tragar o primeiro gole sentir o quentinho a irradiar vindo de dentro de nós.

Este ano ando viciada em sidra, primeiro em sangria e agora na versão quente, muito aromática. Esta última transmite uma sensação quase terapêutica, cada gole parece-me que poderia curar mil constipações de Inverno. Se calhar é por isso que esta temporada ainda não me constipei.


Ingredientes:
1l de sidra doce
sumo de 1 laranja (ou limão)
4 colheres de sopa de açúcar amarelo
4 fatias finas de gengibre
5 cravinhos
4 paus de canela
2 estrela de anis
1 pitada de noz moscada
casca de 1 laranja

  1. Numa panela juntar a sidra e os restantes ingredientes. Levar ao lume médio/forte até levantar fervura e depois reduzir ao mínimo durante 20minutos.
  2. Servir imediatamente.
 Esta receita é baseada quase integralmente numa incluida nesta revista online.
    Bom apetite!

    terça-feira, 4 de janeiro de 2011

    Tarte de Abóbora e Gorgonzola

    Há combinações de sabores que são casamentos feitos no céu, outros são tão tentadores que parecem pecados. A combinação de hoje eu diria que tem o melhor de dois mundos: a abóbora, a  cebola e o queijo fresco combinam suave e harmoniosamente mas depois a salva e o gorgonzola vêm despudoradamente espicaçar esta união.

     Gosto tanto desta combinação que já aqui a usei antes e uso-a com regularidade na versão couscous: a abóbora e a cebola assadas misturadas com couscous e gorgonzola e temperado com manteiga de salva. Mas desta vez para uma reunião de amigos à volta dos petiscos e da passagem do ano ocorreu-me aplicá-la ao conceito de tarte. Pareceu-me no entanto que faria sentido juntar mais um ingrediente: o queijo fresco. Não só porque iria unir os restantes ingredientes e evitar que a tarte ficasse muito seca mas também e especialmente porque vi uma receita de queijo ricotta caseiro que me fascinou pela sua simplicidade. Sim, é verdade, a senhora da foto no link é a Gwineth Paltrow, no seu site, a preparar e tomar o seu brunch com a Ina Garten, mais conhecida como a Barefoot Contessa.


    A base veio da receita de massa quebrada do blog Tangerina Aderente e a tarte que fiz tinha cerca de 21cm de diâmetro.

    Receita de Queijo Fresco:
    Ingredientes:
    100ml de natas
    200ml de leite
    9ml de vinagre de vinho branco
    1 pitada de sal

    1. Levar as natas e o leite ao lume com uma pitada de sal. Quando ferver desligar e juntar o vinagre.
    2. Aguardar um ou dois minutos para coalhar. Coar através de um pano. Quanto mais tempo ficar a coar mais denso ficará o queijo (como neste caso ia ao forno e admitamo-lo, eu estava com pressa, não esperei mais que 5 minutos).

    Receita da massa quebrada:

    Ingredientes:
    150g de farinha sem fermento
    65g de manteiga sem sal
    1 colher de chá de sal
    1 colher de chá de açúcar
    75ml de água

    1. Juntar todos os ingredientes numa tigela e com as mãos misturá-los (só o suficiente para formar a massa pois se se amassar muito ficará muito rija depois de cozida).
    2. Espalhar a massa pela tarteira esticando-a com a ponta dos dedos.

    Receita da tarte propriamente dita:
    Ingredientes:
    250g de abóbora manteiga (cortada em cubos)
    1 cebola roxa (cortada em oitavos)
    30-50g de gorgonzola (ou outro queijo azul)
    2 folhas de salva picada
    Sal, pimenta, azeite
    1 receita de queijo fresco
    1 receita de massa quebrada

    1. Num tabuleiro juntar a abóbora, a cebola, um fio de azeite, a salva picada, sal e pimenta. Misturar tudo muito bem e levar ao forno a 190ºC durante 30-40 minutos (até a abóbora começar a dourar).
    2. Entretanto preparar o queijo fresco e enquanto este coa, preparar a massa.
    3. Forrar a tarteira com a massa e sobre esta distribuir o queijo fresco. Por cima distribuir a abóbora e a cebola (separando as várias camadas) que entretanto se tiram do forno.
    4. Levar a tarte ao forno 15 minutos, ou até a base cozer e dourar um pouco.
    5. Tirar do forno  e distribuir vários pedacinhos de queijo gorgonzola por cima (não é preciso muito porque o seu sabor é intenso). O queijo gorgonzola, com o calor da tarte vai acabar por derreter e entranhar-se mais na tarte.

    E está feito. Nas fotos a cebola ficou um pouco queimada demais porque lhe separei as várias camadas antes de ir ao forno e além do mais cortei os gomos mais finos do que oitavos. Não é que não soubesse divinalmente mas para sair perfeito, se cortarem só em oitavos ou se separarem só as camadas antes da última ida ao forno o problema deve ficar resolvido.


    Bom apetite e bom 2011!

    domingo, 2 de janeiro de 2011

    Fatias Douradas de Laranja


    Misturando a quadra festiva com a abundância de laranjas da época, surgiu-me a vontade de comer umas fatias douradas a saber a laranja. Eu gosto das minhas fatias douradas simples, pouco açucaradas, sem mais açúcar nem canela ou caldas por cima e prefiro-as feitas de pão de forma de compra. Mas cada qual pode usar o que mais lhe agrada ou o mais lhe der jeito, já que a ideia base das fatias douradas é o reaproveitamento de pão velho.
    Ingredientes:
    4 fatias de pão
    2 ovos
    100ml leite
    2 colheres de sopa de natas
    1 ou 2 colheres de sopa de açúcar amarelo
    Raspa e sumo de meia laranja
    1 pitada pequena de sal
    Manteiga ou óleo para fritar

    1. Num prato fundo bater os ovos com o leite, natas, sumo e raspa de laranja, açúcar e sal.
    2. Passar uma fatia de pão pela mistura de ovos deixando ensopar uns segundos de cada lado (com outro tipo de pão, mais duro, será necessário mais tempo).
    3. Aquecer um pouco (o mínimo necessário) de mateiga ou óleo numa frigideida anti-aderente e fritar a fatia de pão de cada lado até dourar.
    4. Repetir com o restante pão.
    Se substituirem as natas por leite apenas, trocarem o açúcar por adoçante e reduzirem o gordura da fritura ao mínimo, acaba por ser um doce de Natal leve mas muito saboroso.

    sábado, 25 de dezembro de 2010

    Sangria de Sidra


    Uma novidade aqui na casa: uma receita de bebida alcoólica. Não muito alcoólica, admito, mas bem docinha e leve, capaz de alegrar qualquer jantar ou almoçarada por si só.

    A sidra não é muito fácil de encontrar nos nossos supermercados mas o Intermarché, não negando as suas origem francesas, costuma ter sidra na versão doce e bruta, variando entre elas o grau de álcool. Como sabem a sidra é resultante da fermentação da maçã e como tal esse é o seu sabor dominante. Em casa também é possível produzir sidra e mas a isso ainda não me atrevi... um dia talvez.

    Por agora, fico-me só pela sangria de sidra e talvez ainda vá guardar alguma para fazer uma sidra quentinha com especiarias num dia frio deste Inverno.

    Ingredientes:
    1 litro de sidra doce
    75cl de 7up
    1 maçã cortada em pedaços
    2 laranjas
    1 cálice de vinho do Porto Branco (ou mais)
    1 cálice de ginjinha (ou mais)
    1 pau de canela
    Raspa de gengibre qb
    Rodelas de meio limão
    Açúcar amarelo qb

    1. Num jarro misturar a sidra, a gasosa, sumo de laranja e meia, vinho do Porto e ginjinha. Juntar a maçã em pedaços, rodelas da restante laranja, algumas rodelas de limão, a canela e o gengibre a gosto.
    2. Por fim, juntar o açúcar amarelo também a gosto e refrigerar durante algumas horas para os sabores se misturarem.

      Bom apetite!

      Embrulhos de Natal


      Depois de muito pensar e de testar outras teorias, acabei por me decidir este ano em oferecer os meus biscoitos de canela nuns saquinhos muito simples de fazer. Este vai ser o meu primeiro post sobre algo não directamente culinário: vou abrir a porta para a sala dos trabalhos manuais.

      O esquema que utilizei foi adaptado de um template do site Belle's Printables. Os sacos foram feitos em cartolina, cada cartolina deu para 3 caixas. O esquema foi desenhado directamente a lápis na cartolina, medido com régua. Depois do esquema feito são só necessários alguns cortes com o x-acto e colar as abas (de lado e de baixo). Para isso usei cola UHU. O topo fechei-o com fita de cetim e mais cola.

      O esquema foi basicamente este (que não está completamente à escala, é meramente indicativo):
       O tracejado corresponde a zonas que se têm de cortar. Como vêem não é um esquema complicado de fazer à régua. E no final fica um saco todo janota.


      Feliz Natal!

      sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

      Biscoitos de Canela


      Este ano passei-o todo já com a receita que ia usar para prenda de Natal escolhida para depois uns dias antes de começar essa empreitada mudar de opinião e escolher uma outra completamente diferente. As grandes preocupações na escolha são sempre: a) o sabor e o prazer que vão proporcionar a quem as receberá, b) a facilidade de fabrico e c) a capacidade para se conservarem e suportarem inclusivé envios pelo correio.  No ponto c) os biscoitos são exímios, desconfio que dentro de uma lata poderiam até ter sido enviados por navio Sagres. Quanto ao b) não tenho razões de queixa: não há passos complicados, não já que estender a massa, não há horas de trabalho activo. E quanto ao a) digo-vos que também estamos garantidos.

      Os biscoitos, como o nome diz, são bolachas que são cozidas duas vezes. Nestes, para a primeira cozedura basta dar-lhes uma forma de rectângulo comprido e estreito. Para a segunda cozedura é só cortar o rectângulo em fatias. Ficam riginhos, o que lhes ajuda a conservarem-se, docinhos, a saber a canela e ficam mesmo a matar com um cházinho ou um leitinho quente. A receita veio do blog da Joy, que tem várias fotografias passo-a-passo da receita. Os meus não os deixei ficar tão dourados e não os polvilhei com tanto açúcar. De resto, estão fiéis.

      Se ainda não despacharam as prendas todas, esta é uma boa maneira de adoçarem o Natal a alguém que mereça. Um bom Natal a todos!

      Receita:
      1. Numa tigela juntar 2 chávenas de farinha, 1,5 colheres de chá de canela, 1 colher de chá de fermento em pó e ¼ colher de chá de sal.
      2. Noutra bater com batedeira 90g de manteiga sem sal com 1 chávena de açúcar, durante quatro minutos. Juntar 1 ovo inteiro e 1 gema e 1 colher de chá de baunilha. Bater bem. Juntar os ingredientes secos da outra tigela e misturar bem até ficar uma massa firme.
      3. Dividir a massa em dois para formar dois rolos compridos. Forrar um tabuleiro com papel vegetal, colocar os rolos de massa e dar-lhes uma forma rectangular. Untá-los com ovo batido e polvilhar com açúcar e canela.
      4. Levar ao forno a 160ºC durante cerca de 40 minutos até ficar firme e dourado. Retirar do forno, deixar arrefecer um pouco, cortar cada rolo em fatias que se dispõem deitadas novamente no tabuleiro, voltar a polvilhar com açúcar e canela e levar ao forno mais 15 minutos.

      No próximo post vou colocar as instruções para fazerem um embrulho jeitoso e simples.

      Bom apetite!

      quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

      Folhados de Salmão e Requeijão

      Mais uns folhadinhos, simples e rápidos, que tanto podem servir como entrada, aperitivos ou prato principal, consoante o tamanho com que os fazem. No meu caso serviram de prato principal de um jantar de semana, já que são de preparação muito rápida e simples.

      A mistura de sabores é clássica, fresca e nórdica. Muito simples mas muito saboroso.

      Ingredientes:
      1 requeijão (usei requeijão de cabra)
      2 colheres de sopa de maionese
      1 colher de sopa de cebolinho picado
      1colher de sopa de rama de funcho picada
      1 embalagem de salmão fumado
      1 folha de massa folhada
      Sal, pimenta e sumo de limão qb

      1. Misturar o requeijão com a maionese, as ervas, o sal e a pimenta.
      2. Esticar a folha de massa de cortar em quadrados ou rectãngulos do tamanho pretendido.
      3. Temperar o salmão fumado com algumas gotas de limão, cortar em tiras e dispô-las pelos vários quadrados de massa folhada. Por cima distribuir o requeijão.
      4. Enrolar cada pedaço de massa, unindo as pontas e levar ao forno a 180ºC durante cerca de 10 minutos até a massa cozer e dourar.
      Bom apetite!
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