domingo, 27 de março de 2011

Salteado de beringela e courgette



A vida é cheia de mudanças, umas mais esperadas que outras, umas mais desejadas que outras, algumas que nos tiram o tapete debaixo dos pés e essas muitas vezes só passado algum tempo, olhando para trás, percebemos se acabam por nos fazer tirar os pés do chão e voar ou nos fazem estatelar redondos e desamparados.

Mas acompanhando os meus tempos de mudança pessoal, chegou a primavera, os dias incertos de sol, a vontade de sair para a rua e caminhar, as flores, os rebentos, o verde a despontar. E com tudo isso chegou-me um desejo por vegetais.

Ingredientes:
1 courgette pequena
1 beringela pequena
1 cebola roxa grande
1/2 queijo Palhais Mix
6 tomates secos
Azeite qb (usei azeite dos tomates secos)
2 dentes de alho
Sal, pimenta e manjericão fresco

  1. Numa frigideira ou wok aquecer uma fio de azeite. Levar a aquecer os dentes de alho esmagados ou cortados em pedaços grandes. Retirar da frigideira.
  2. Levar ao lume a beringela e a courgette cortadas em rodelas de tamanhos semelhantes, juntamente com a cebola cortada em oitavos e os tomates picados. Temperar com muito pouco sal, pimenta e manjericão. Tapar e deixar saltear em lume médio-forte, mexendo de vez em quando, até os legumes cozerem o suficiente (eu gosto deles ainda um pouco estaladiços).
  3. Retirar do lume, juntar o queijo cortado em pedaços e levar ao grill do forno alguns minutos até o queijo derreter. Polvilhar com o restante manjericão e servir.

Em quinze minutos estava o jantar feito. E que bem que me soube.

Bom apetite.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bolo Prata com Laranja e Baunilha



Cinco claras no congelador, uma saca de laranjas recém-chegadas à cozinha e de repente, num domingo cinzento, um súbito de desejo por uma fatia de bolo. Partindo do conceito do Bolo Prata clássico deixei-me levar pela vontade de experimentar e acabei com um bolo que mal durou meio dia (e nós fomos só dois a comê-lo). Fofo, macio mas húmido: mesmo a meu gosto. Não cresceu muito (para a próxima tenho de pôr as claras a descongelar com antecedência) mas ficou com um sabor mesmo, mesmo bom.

Próximo domingo marcamos novamente encontro com ele na cozinha cá da casa. 'Tá combinado!

Ingredientes:
170g de farinha
150g de açúcar
5 claras de ovo
100g de manteiga sem sal ou margarina
1 colher de chá de fermento
1 iogurte cremoso de baunilha
1 laranja grande

  1. Aquecer o forno a 180ºC e untar uma forma com manteiga e polvilhá-la com farinha.
  2. Numa tigela bater a manteiga com o açúcar até ficar cremoso. 
  3. Bater as claras em castelo e misturá-la ao preparado anterior. Incorporar depois a farinha e o fermento.
  4. Juntar o iogurte e sumo de laranja e homogeneizar bem. 
  5. Distribuir a massa pela forma e levar ao forno durante 40 minutos.
Deixar o bolo arrefecer antes de servir. Achei-o melhor depois de frio do que ainda quente, seja em termos de sabor seja em termos de textura.

Bom apetite!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Merengue com creme de citrinos e coco



No Natal passado, a fazer biscoitos de canela para oferecer aos amigos, sobraram um número considerável de claras de ovo, que congelei em saquinhos. Andei entretanto a pensar no que fazer com elas e agora cedi a gostos mais alheios do que meus e fiz uma colecção de merengues de vários formatos, uns simples e outros completados com um recheio de creme que ao contrário do que se pensaria à primeira vista, veio tornar o sabor muito mais leve e menos açucarado (o que para mim é mesmo aquilo que os suspiros precisam...).

Para o creme de citrinos, usei a receita do post anterior de creme de laranja, mas usei antes dois limões, meia lima e duas clementinas para o sumo. O creme branco é de leite de coco light. E a receita de merengue e a inspiração veio deste belo blog: Cook and Be Merry.


Ingredientes:

6 claras de ovo
2 colheres de chá de vinagre de sidra
1colher de chá de extracto de baunilha
1 colher de chá de sal
400g de açúcar

100ml de leite de coco (light ou normal)
1 colher de sobremesa de maizena

1 colher de chá de açúcar (ou 2)

creme de citrinos q.b.

  1. Aquecer o forno a 150ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal ou um tapete de silicone.
  2. Numa tigela juntar as claras, vinagre, baunilha e sal e bater com a batedeira começando em baixa velocidade ate que forme picos suaves.
  3. Juntar lentamente o açúcar enquanto se continua a bater, até o creme fazer picos firmes. Se se passar um pouco de creme entre os dedos deve-se sentir suavidade e não o granulado do açúcar. Se for o caso bate-se mais um pouco.
  4. Dispôr no tabuleiro colheradas grandes do creme e com a ajuda duma colher achatar um pouco o face superior, formado uma cova ao centro. Levar ao forno 35 minutos e depois desligá-lo sem abrir a porta e deixar os merengues lá dentro a acabar de cozer durante 1 hora. Retirá-los depois para uma rede de arrefeciemento.
  5. Entretanto fazer o creme de laranja e arrefecê-lo. Para o creme de coco, junta-se o leite de coco, a maizena e uma colher de chá de açúcar e leva-se ao lume. Deixar ferver até ter uma consistência cremosa firme e depois deixar arrefecer um pouco. Por fim, dispôr os cremes sobre os merengues.
Seis claras de ovo dão para fazer bastante merengue. A mim deu-me para fazer 6 merengues pequenos (os da foto), um grande tipo pavlova e um rectângular.

Bom apetite!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Creme de Laranja


Com a abundância de laranjas e citrinos em geral do Inverno e a precisar de fazer um bolo para uma reunião familiar, voltei a fazer o bolinho de laranja e azeite maravilhoso do David Leite. Mas como só um bolo não me dava vazão ao laranjal que por aqui vai, este ano resolvi experimentar fazer um creme de laranja (um curd) que não só permite conservar a laranja por algum tempo como ficou óptimo a servir de recheio do bolo como ainda é perfeito para barrar torrada (aliás, eu cá acho que estes cremes nasceram para isso: barrar pão torrado).


O creme pode ser guardado no frigorífico durante duas semanas, sem grandes cuidados. Se usarem os cuidados aplicados a outras conservas (frascos esterilizados cheios a quente e bem fechados em seguida) podem durar até 3 meses no frigorífico ou 6 semanas num local fresco e sem luz do sol podendo depois de abertos os frascos serem guardados 1 semana no frigorífico.

Ingredientes:
3 ovos inteiros
2 gemas
1 chávena de sumo de laranja (também se pode utilizar a casca da laranja)
150 gramas de açúcar
55 gramas de manteiga sem sal
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de essência de baunilha

  1. Num tacho bater os ovos com o açúcar. Juntar o sal e o sumo de laranja (e a casca) e misturar tudo.
  2. Levar ao lume baixo, mexendo constantemente. Deixar a mistura cozer sem que ferva. Quando o ovo cozer a mistura muda de translúcida para opaca e torna-se mais espessa. Deixar engrossar a gosto.
  3. Tirar do lume e juntar a manteiga e a essência de baunilha. Misturar tudo bem e se necessário passar por um coador (se se utilizar a casca, por exemplo).
Bom apetite!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Muffins-patanisca de Bacalhau


Desta vez não trago uma receita certinha, é mais uma ideia que um plano a seguir à risca. Uma destas noites tinha umas postas de bacalhau a precisarem de uma receita e apeteciam-me pataniscas. Mas não me apetecia meter-me em frituras, por mais que um motivo: as calorias, o cheiro, os salpicos. Para mais tinha uma forma nova de silicone ainda por experimentar: posto isto, transformei as minhas pataniscas nuns muffins.

Segui a receita habitual do polme das pataniscas de bacalhau (uso sempre a da Vaqueiro), juntei uns vegetais ao bacalhau (sempre a cebola e neste caso cenoura ralada cozida ligeiramente no microondas e bróculos picados), uma pitada de bicarbonato de sódio, salsa e coentros e acrescentei farinha com fermento até ficar com uma massa mais consistente em vez de um polme*. E é por isto que não tenho uma receita metódica para apresentar: a quantidade de farinha foi toda medida a olho.

Depois foi só distribuir pelas formas e levar ao forno cerca de 20 minutos a 200ºC. Ficaram fofinhos e bastante húmidos por dentro, que era o que pretendia. Usei-os para um jantar mas quando voltar a fazer vai ser com uma petiscada em vista ou num piquenique.


*Uma nota importante é a de não se mexer demasiado a massa: uma massa não homogénea garante um muffin mais fofinho.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Trufas de chocolate


Voltando um pouco atrás, este natal, para além dos biscoitos de canela, fiz também umas trufas de chocolate para oferecer. Ficaram muito festivas, são muito saborosas e muito fáceis de fazer. A única desvantagem é que se dão melhor no frigorífico o que torna o seu envio pelo correio pouco prático. Mas mesmo que cheguem o pouco mais moles, sobrevivem à viagem e depois de um pouco de frio estão novamente em grande forma.



Ingredientes:
250g chocolate preto
200ml natas
30g de manteiga sem sal
Pepitas coloridas ou outras decorações a gosto

  1. Levar as natas a lume médio/baixo até começar a ferver. Entretanto partir o chocolate em pedaços.
  2. Retirar as natas do lume e juntar o chocolate e esperar uns minutos, depois mexer até o chocolate se dissolver completamente (a esta mistura chama-se ganache).
  3. Colocar a mistura no prato fundo ou numa tarteira e levar ao frigorífico pelo menos 2 horas até endurecer.
  4. Retirar do frigorífico. Noutro prato colocar as pepitas. Com uma colher tirar pedaços de ganache e rolá-los entre as mãos para formar bolas grosseiras. Rolá-las sobre as pepitas e dispô-las num tabuleiro.
  5. Tapar e conservar no frigorífico até duas semanas. Tirar do frigorífico uma hora antes de servir.
Quanto melhor for o chocolate usado melhor vai ser o resultado final. O ideal é usar um chocolate acima de 60% de cacau. Pode-se fazer inúmeras variações, desde juntar uma colher de sopa de alguma bebida alcoólica, essência de baunilha ou especiarias, ou alterar a cobertura para pepitas de chocolate, cacau em pó ou outras.

Bom apetite. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sidra Quente com Especiarias


Quando chega mais um dia frio deste Inverno nada tímido, sabe tão bem agarrar uma caneca quente com as duas mãos, aproximarmo-nos dela até sentirmos o calor húmido e aromático do vapor e depois de tragar o primeiro gole sentir o quentinho a irradiar vindo de dentro de nós.

Este ano ando viciada em sidra, primeiro em sangria e agora na versão quente, muito aromática. Esta última transmite uma sensação quase terapêutica, cada gole parece-me que poderia curar mil constipações de Inverno. Se calhar é por isso que esta temporada ainda não me constipei.


Ingredientes:
1l de sidra doce
sumo de 1 laranja (ou limão)
4 colheres de sopa de açúcar amarelo
4 fatias finas de gengibre
5 cravinhos
4 paus de canela
2 estrela de anis
1 pitada de noz moscada
casca de 1 laranja

  1. Numa panela juntar a sidra e os restantes ingredientes. Levar ao lume médio/forte até levantar fervura e depois reduzir ao mínimo durante 20minutos.
  2. Servir imediatamente.
 Esta receita é baseada quase integralmente numa incluida nesta revista online.
    Bom apetite!

    terça-feira, 4 de janeiro de 2011

    Tarte de Abóbora e Gorgonzola

    Há combinações de sabores que são casamentos feitos no céu, outros são tão tentadores que parecem pecados. A combinação de hoje eu diria que tem o melhor de dois mundos: a abóbora, a  cebola e o queijo fresco combinam suave e harmoniosamente mas depois a salva e o gorgonzola vêm despudoradamente espicaçar esta união.

     Gosto tanto desta combinação que já aqui a usei antes e uso-a com regularidade na versão couscous: a abóbora e a cebola assadas misturadas com couscous e gorgonzola e temperado com manteiga de salva. Mas desta vez para uma reunião de amigos à volta dos petiscos e da passagem do ano ocorreu-me aplicá-la ao conceito de tarte. Pareceu-me no entanto que faria sentido juntar mais um ingrediente: o queijo fresco. Não só porque iria unir os restantes ingredientes e evitar que a tarte ficasse muito seca mas também e especialmente porque vi uma receita de queijo ricotta caseiro que me fascinou pela sua simplicidade. Sim, é verdade, a senhora da foto no link é a Gwineth Paltrow, no seu site, a preparar e tomar o seu brunch com a Ina Garten, mais conhecida como a Barefoot Contessa.


    A base veio da receita de massa quebrada do blog Tangerina Aderente e a tarte que fiz tinha cerca de 21cm de diâmetro.

    Receita de Queijo Fresco:
    Ingredientes:
    100ml de natas
    200ml de leite
    9ml de vinagre de vinho branco
    1 pitada de sal

    1. Levar as natas e o leite ao lume com uma pitada de sal. Quando ferver desligar e juntar o vinagre.
    2. Aguardar um ou dois minutos para coalhar. Coar através de um pano. Quanto mais tempo ficar a coar mais denso ficará o queijo (como neste caso ia ao forno e admitamo-lo, eu estava com pressa, não esperei mais que 5 minutos).

    Receita da massa quebrada:

    Ingredientes:
    150g de farinha sem fermento
    65g de manteiga sem sal
    1 colher de chá de sal
    1 colher de chá de açúcar
    75ml de água

    1. Juntar todos os ingredientes numa tigela e com as mãos misturá-los (só o suficiente para formar a massa pois se se amassar muito ficará muito rija depois de cozida).
    2. Espalhar a massa pela tarteira esticando-a com a ponta dos dedos.

    Receita da tarte propriamente dita:
    Ingredientes:
    250g de abóbora manteiga (cortada em cubos)
    1 cebola roxa (cortada em oitavos)
    30-50g de gorgonzola (ou outro queijo azul)
    2 folhas de salva picada
    Sal, pimenta, azeite
    1 receita de queijo fresco
    1 receita de massa quebrada

    1. Num tabuleiro juntar a abóbora, a cebola, um fio de azeite, a salva picada, sal e pimenta. Misturar tudo muito bem e levar ao forno a 190ºC durante 30-40 minutos (até a abóbora começar a dourar).
    2. Entretanto preparar o queijo fresco e enquanto este coa, preparar a massa.
    3. Forrar a tarteira com a massa e sobre esta distribuir o queijo fresco. Por cima distribuir a abóbora e a cebola (separando as várias camadas) que entretanto se tiram do forno.
    4. Levar a tarte ao forno 15 minutos, ou até a base cozer e dourar um pouco.
    5. Tirar do forno  e distribuir vários pedacinhos de queijo gorgonzola por cima (não é preciso muito porque o seu sabor é intenso). O queijo gorgonzola, com o calor da tarte vai acabar por derreter e entranhar-se mais na tarte.

    E está feito. Nas fotos a cebola ficou um pouco queimada demais porque lhe separei as várias camadas antes de ir ao forno e além do mais cortei os gomos mais finos do que oitavos. Não é que não soubesse divinalmente mas para sair perfeito, se cortarem só em oitavos ou se separarem só as camadas antes da última ida ao forno o problema deve ficar resolvido.


    Bom apetite e bom 2011!

    domingo, 2 de janeiro de 2011

    Fatias Douradas de Laranja


    Misturando a quadra festiva com a abundância de laranjas da época, surgiu-me a vontade de comer umas fatias douradas a saber a laranja. Eu gosto das minhas fatias douradas simples, pouco açucaradas, sem mais açúcar nem canela ou caldas por cima e prefiro-as feitas de pão de forma de compra. Mas cada qual pode usar o que mais lhe agrada ou o mais lhe der jeito, já que a ideia base das fatias douradas é o reaproveitamento de pão velho.
    Ingredientes:
    4 fatias de pão
    2 ovos
    100ml leite
    2 colheres de sopa de natas
    1 ou 2 colheres de sopa de açúcar amarelo
    Raspa e sumo de meia laranja
    1 pitada pequena de sal
    Manteiga ou óleo para fritar

    1. Num prato fundo bater os ovos com o leite, natas, sumo e raspa de laranja, açúcar e sal.
    2. Passar uma fatia de pão pela mistura de ovos deixando ensopar uns segundos de cada lado (com outro tipo de pão, mais duro, será necessário mais tempo).
    3. Aquecer um pouco (o mínimo necessário) de mateiga ou óleo numa frigideida anti-aderente e fritar a fatia de pão de cada lado até dourar.
    4. Repetir com o restante pão.
    Se substituirem as natas por leite apenas, trocarem o açúcar por adoçante e reduzirem o gordura da fritura ao mínimo, acaba por ser um doce de Natal leve mas muito saboroso.

    sábado, 25 de dezembro de 2010

    Sangria de Sidra


    Uma novidade aqui na casa: uma receita de bebida alcoólica. Não muito alcoólica, admito, mas bem docinha e leve, capaz de alegrar qualquer jantar ou almoçarada por si só.

    A sidra não é muito fácil de encontrar nos nossos supermercados mas o Intermarché, não negando as suas origem francesas, costuma ter sidra na versão doce e bruta, variando entre elas o grau de álcool. Como sabem a sidra é resultante da fermentação da maçã e como tal esse é o seu sabor dominante. Em casa também é possível produzir sidra e mas a isso ainda não me atrevi... um dia talvez.

    Por agora, fico-me só pela sangria de sidra e talvez ainda vá guardar alguma para fazer uma sidra quentinha com especiarias num dia frio deste Inverno.

    Ingredientes:
    1 litro de sidra doce
    75cl de 7up
    1 maçã cortada em pedaços
    2 laranjas
    1 cálice de vinho do Porto Branco (ou mais)
    1 cálice de ginjinha (ou mais)
    1 pau de canela
    Raspa de gengibre qb
    Rodelas de meio limão
    Açúcar amarelo qb

    1. Num jarro misturar a sidra, a gasosa, sumo de laranja e meia, vinho do Porto e ginjinha. Juntar a maçã em pedaços, rodelas da restante laranja, algumas rodelas de limão, a canela e o gengibre a gosto.
    2. Por fim, juntar o açúcar amarelo também a gosto e refrigerar durante algumas horas para os sabores se misturarem.

      Bom apetite!
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