domingo, 23 de outubro de 2011

Fusilli de Abóbora e Bacon e Um Livro


O segundo destino da abóbora que assei na semana passada foi um almoço rápido de fim de semana: daqueles fins de semana em que nos embrenhados numa tarefa há muito adiada, porque de semana não há tempo e depois logo fazemos no fim de semana mas quando este chega a vontade não aparece e se vai protelando e protelando até que num abençoado dia acordamos com uma fúria qualquer que nos enche de uma determinação tal que nem há tempo pra pensar em almoços.


Nestes próximos fins de semana para mim também não haverá muito tempo para pensar em elaboradas refeições mas por motivos diferentes. Saiu no meio do mês um livro de BD pela Editora Asa, escrito por mim e desenhado por Hugo Teixeira. É uma história de magia juvenil mas para todas as idades (espero eu) e chama-se Mahou - Na Origem da Magia. O lançamento oficial vai ser no festival Amadora BD, no Fórum Luís de Camões, no sábado dia 5 de Novembro mas entretanto estaremos todos os fins de semana no festival que começou ontem, para convívio, autógrafos, ver exposições, etc. Apareçam.

Ingredientes:
Fusilli
Abóbora assada (em cubos)
Cebola (picada)
Alho (picado)
Azeite, sal e pimenta
Salvia
Bacon (em tiras)
Parmesão ralado

  1. Cozer o fusilli em água com sal.
  2. Numa frigideira, fritar o bacon num pequeno fio de azeite até tostar. Juntar a cebola, o alho e a sálvia.
  3. Quando a cebola estiver translúcida juntar a abóbora e temperar com sal e pimenta. Deixar a abóbora aquecer (vai parcialmente desfazer-se formando quase um molho).
  4. Juntar o fusilli escorrido e alguma da água da cozedura para aligeirar o molho. Envolver bem e desligar o lume quando o molho tiver a consistência desejada. Polvilhar com parmesão ralado, mais um pouco de sálvia e servir.

Esta é mais uma receita sem quantidades: deixem-se guiar pelo vosso gosto.

Bom apetite.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pão de Sementes e Creme Doce de Abóbora


Bake Bread for World Bread Day 2011Estava este pão a cozer no forno quando descobri que hoje é o Dia Mundial do Pão. Que bem que calhou!

A inpiração para este pão veio de 2 sítios. Primeiro de um livro maravilhoso que me chegou pelo correio esta semana: The River Cottage Bread Handbook. Há algum tempo que procurava um livro de culinária dedicado ao pão mas custei a decidir-me... ao vivo só encontrava livro baseados em máquinas de pão, que eu não tenho nem me sinto tentada a vir a ter. Pela net, sinto sempre falta de ver os livros na mão antes de os comprar, mas foi por acabei por escolher. Quando chegou fiquei agradavelmente surpreendida e olhem que as expectativas já eram altas: o livro tem um formato compacto (lá está, é um handbook), tem uma paginação arejada, agradável e elegante, fotografias adoráveis e uma capa com textura muito mais bonita ao vivo do que nas imagens de previews. O livro em si é mais um livro de técnicas do que de receitas. Não é não tenha receitas de pão, tem várias e com óptimo aspecto mas a parte mais importante é a parte que esmiuça as técnicas básicas pois a partir daí tem-se as portas abertas para chegar a qualquer pão.


Segundo, o que me inspirou especificamente para um pão de sementes, foi uma abóbora-manteiga que assei este fim de semana para fazer puré. Ao limpar a abóbora vi todas aquelas sementes e pensei: uhm... que bem que ficavam num pão... Guardei-as as sementes, tostei-as ligeiramente no forno enquanto a abóbora assava, juntei-lhes mais algumas sementes que haviam cá por casa e lá foram elas fazer-me companhia na amassadura.

O puré da abóbora, esse, foi uma parte uma parte para fazer um creme doce de abóbora e laranja para acompanhar o pão; outra parte para sopa e o resto para congelar com destino ao que der e vier.


Pão de Sementes:
400g de farinha
100g de farinha integral
500ml de água
10g de fermento fresco
10g de sal
1 mancheia de sementes (abóbora, sésamo, papoila*)


  1. Na noite anterior juntar o fermento, 250g de farinha e 500ml de água e deixar levedar durante a noite.
  2. De manhã juntar o resto da farinha, o sal e as sementes mais pequenas, mexendo com uma mão até ter uma massa minimamente amassável. Depois passar a massa para uma superfície enfarinhada e amassar cerca de 10 minutos até ter uma massa macia e elástica. Pode ser necessário juntar um pouco mais de água por causa da farinha integral. Perto do final juntar as sementes maiores e dispersá-las amassando.
  3. Deixar levedar até dobrar de tamanho. depois com a ponta dos dedos calcar a massa para tirar o ar, dobrar as pontas (como quem dobra um folheto) e deixar levedar novamente até ao dobro.
  4. Ligar o forno no máximo e colocar um tabuleiro a aquecer e um pequeno recipiente a aquecer.
  5. Voltar a tirar o ar à massa, dar-lhe a forma pretendida. Untar a superfície com um pouco de água e polvilhar com algumas sementes. Deixar repousar de preferência num cesto com um pano enfarinhado.
  6. Quando tiver quase dobrado de tamanho, colocar o pão no tabuleiro aquecido, fazer um ou dois golpes no topo com uma faca serrilhada e colocá-lo no forno. Nessa altura verter também alguma água no outro recipiente que se colocou a aquecer no forno e fechar a porta de imediato (com algum cuidado que o vapor de água queima).
  7. Ao fim de 10 minutos baixar um pouco a temperatura e deixar o pão cozer cerca de 40-50 minutos.
  8. Retirar do forno e deixar arrefecer antes de cortar.



Creme de abóbora e laranja
100g de puré de abóbora
1 ovo
30g de açúcar
18g de manteiga com sal
1/2 laranja (sumo e raspas)
Gengibre fresco qb


  1. Em banho maria levar o puré a aquecer. Enquanto isso numa tigela bater o ovo com o açúcar, o sumo e raspas de laranja e gengibre ralado a gosto.
  2. Lentamente juntar o preparado de ovo ao puré mexendo sempre. Deixar a mistura cozinha, mexendo com frequência até o creme engrossar (cerca de 20minutos).
  3. Quando tiver uma boa consistência de creme, tirar do lume e juntar a manteiga. Deixar arrefecer.


*juntem as sementes que tiverem e gostarem, por exemplo linhaça ou girassol, também são muito boas.

Bom apetite!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Salada de Couve Roxa com Roquefort e Bacon


Há que admitir: na maior parte das vezes, uma salada é aquele conjunto de vegetais crus que se mistura 3 segundos antes de se pôr a comida na mesa, geralmente umas folhitas de alface, um bocadito de tomate, sal, azeite e vinagre e já 'tá, 'bora p'ra mesa que o jantar arrefece!

Não admira por isso que quando resolvi fazer uma salada mais elaborada, ainda por cima para um banalíssimo jantar rápido a meio da semana, houvesse quem comentasse que enfim, demorou mais a salada que o resto do jantar... Por acaso não foi bem verdade que ela só levou o tempo que o resto levou no forno mas a montagem final foi a última coisa a fazer, já depois do resto estar pronto. A "vingança" acabou por ser que afinal a salada foi o elemento mais repetido da refeição, efeito secundário de ter sido o mais apreciado.

A receita não é minha, é de um livro apetitoso chamado Vegetables from an Italian Garden: Season-by-Season Recipe do qual tenho várias receitas em lista de espera. A couve roxa em geral é muito boa a acompanhar carne de porco e neste caso, como é uma salada complexa, acompanhei-a com carne de porco grelhada, marinada mas sem molhos, para manter a complexidade sob controlo.

Ingredientes:
1 couve roxa pequena (em juliana fina)
120ml de vinagre de vinho tinto
4 colheres de sopa de azeite
250g de bacon em tiras
6 fatias de pão branco (cortado em cubos, sem côdea)
100g de roquefort (em pedaços)


175ml de azeite
3 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
1 colher de sopa de mostarda de Dijon
Sal e pimenta

Alface para servir

  1. Levar o vinagre de vinho tinto ao lume até ferver. Colocar a couve roxa numa tigela e verter o vinagre sobre ela. Misturar. (Eu como gosto da minha couve roxa um pouco mais macia, a seguir a este passo levei-a ao microondas um minuto, depois reservei no frigorífico).
  2. Aquecer um colher de azeite numa frigideira e fritar o bacon em lume médio cerca de 8-10minutos até ficar bem estaladiço. Reservar o bacon.
  3. Juntar o restante azeite à frigideira e fritar os cubos de pão até ficarem dourados, virando-os ocasionalmente. Pode ser necessário fazê-lo em mais de uma leva. Escorrer em papel de cozinha.
  4. Preparar o vinagrete juntando o azeite, vinagre branco, mostarda, sal e pimenta.
  5. Por fim, juntar a couve roxa, bacon, pão e queijo roquefort. Temperar com o vinagrete e servir sobre folhas de alface.
Para a ocasião fiz apenas metade da salada. A salada inteira dará para 4-6 pessoas, dependendo do que se serve a acompanhar.

Bom apetite.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pescada em trouxa de couve



Acho que admiro as pessoas que têm a presciência de fazer com antecedência comida em quantidades pantagruélicas para depois não terem grande trabalho com os jantares durante a semana de trabalho. No meu caso, pelo contrário, cinco dias da semana são cinco jantares feitos com o menor trabalho possível e no menor tempo possível, para tentar que estejam prontos antes das 22h (o que nos dias em que essa é a hora a que se chega a casa é impossível). Só não sei se realmente os admiro porque gosto de comer e para mim o melhor de cozinhar é poder comer exactamente (salvo a ausência de algum ingrediente ou de capacidade técnica) aquilo que me está a apetecer e hoje sei lá o que me vai apetecer amanhã.

E a que propósito vem isto? Vem a propósito de uma receita muito prática e sem grandes complicações, ideal para um dia da semana.

Ingredientes (2 pessoas):
4 medalhões de pescada congelados
8 folhas de couve coração
1 cálice de vinho branco
Bacon em tirinhas
Azeite, sal, pimenta

  1. Escaldar as folhas de couve em água a ferver.
  2. Temperar os medalhões com sal e pimenta. Colocar um fio de azeite num tabuleiro.
  3. Sobre uma folha de couve colocar bacon, depois um medalhão e depois mais bacon. Enrolar a folha e depois enrolar no sentido oposto com outra folha. Colocar no tabuleiro com as pontas da couve para baixo. Repetir com os outros medalhões.
  4. Juntar o cálice de vinho branco ao tabuleiro. Cobrir o tabuleiro completamente com folha de alumínio e levar ao forno a 180ºC durante cerca de 30 minutos. Se necessário, depois tirar o alumínio de deixar mais uns minutos para secar o caldo.
Bom apetite.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fusilli de Atum e Macedónia


Ando a sonhar com abóboras. Não é que estes dias de sol não me saibam bem, muito pelo contrário. Mas já há um certo princípio de humidade quando o sol se põe que me faz pensar já no Outono e em belas abóboras-manteiga.

Apesar disso a comida hoje traz uma cara primaveril, pontilhada a verdes e amarelos. Na verdade é o tipo de comida que me ocorre todo o ano (ou como dizia o outro, é o tipo de comida que a mim me assiste em qualquer época). Simples, rápida, adaptável ao que há à mão e ao nº de estômagos a encher.


Ingredientes:
Massa fusilli para 2 pessoas
1 lata de atum
1 tigela de mistura de ervilhas e milho congelado e feijão verde cortado
2 anchovas
2 dentes de alho
100ml de natas light
1 cebola
Sal, azeite, pimenta, salsa e parmesão

  1. Cozer as massas em água a ferver com sal. Reservar as massas e alguma água da cozedura.
  2. Levar a mistura de legumes 8 minutos ao microondas em água com sal.
  3. Numa frigideira colocar um fio de azeite e o alho picado. Levar ao lume mínimo até o azeite aquecer. Juntar a cebola picada e as anchovas, passando o lume para médio. Temperar com pimenta.
  4. Quando a cebola ficar translúcida e as anchovas se desfizerem juntar juntar os legumes escorridos. Deixar cozinhar 2 minutos.
  5. Juntar as natas e deixar ferver, se necessário juntando alguma água da cozedura, se o molho estiver espesso demais. Se necessário rectificar também o sal.
  6. Depois juntar as massas, envolver e desligar.
  7. Polvilhar por cima com parmesão e salsa.

Bom apetite.

domingo, 18 de setembro de 2011

Pastelão de tomate e anchovas

Calmamente, depois de um início com maior fartura, os meus dois pés de tomate cherry da varanda continuam a produzir alguns pequenos tomates que vou guardando no frigorífico até juntar os suficientes para uma refeição. Nem toda a gente gosta de tomate cá em casa mas a mim calham-me mesmo bem para um jantar prático num dia em que não apeteça cozinhar (que é como quem diz, qualquer jantar de domingo).

O pastelão, o primo português da tortilha e da frittata, pode ser feito no fogão mas eu prefiro a comodidade do forno: não há que virar, não há que tirar do fogão no final e pôr no grill, é só meter no forno e esperar.


Ingredientes (1 pessoa):
4-6 tomates cherry (conforme o tamanho)
2 ovos
2 colheres de sopa de natas light
1 dente de alho
2 anchovas
sal, pimenta, azeite e cebolinho picado, queijo parmesão ralado, qb

  1. Cortar os tomates ao meio, colocar numa tarteira pequena, temperar com sal, pimenta, alho picado e azeite e juntar as anchovas picadas. Levar ao forno a 180ºC durante 5 minutos, enquanto se prepara o resto.
  2. Numa tigela bater os ovos juntamente com as natas. Juntar o queijo ralado e o cebolinho.
  3. Misturar os ovos batidos com o tomate e levar ao forno até os ovos coagularem e dourarem.

Bom apetite.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Uma Aboboreira com Amoras Silvestres


Não, não é o resultado de nenhum experiência estranha no campo da genética vegetal. É apenas o resultado de um belo passeio de férias pela Serra da Aboboreira, mais um cantinho fantástico nos arredores de Amarante: uma serra juntinha ao Marão/Alvão, com vista para Baião e salpicada por vestígios pré-históricos. Ou como no Naturlink lhe chamam: o último bastião selvagem do distrito do Porto!

E aí íamos nós caminho acima, entre pedregulhos, antas, dólmens e santuários, quando por detrás de cada muro de pedra nos começam a saltar à vista silvas repletas de enormes amoras negras e suculentas. Fui todo o caminho a salivar e na descida lá me fizeram a vontade: carro parado à berma, as mãos roxas, algumas amoras comidas e um saco cheio delas para levar para casa.



Chegados a casa o que fazer com elas? Não sendo a casa minha o ideal era algo básico, sem ingredientes invulgares. Fui buscar a inspiração ao americanos, que parecem ter um extenso reportório de receitas com frutos silvestres e decidi-me por este cobbler da Pioneer Woman. E que bem escolhida que foi a receita: é tão simples e tão bom! E aposto que fica uma maravilha com outras frutas também. E com quentinho com uma bola de gelado de baunilha a acompanhar? Muito bom. Fiquei fã.

No dia seguintes, já sem cobbler, pus as amoras restantes numa tigela, com uma colherzinha de açúcar e umas gotinhas de limão, levei ao microondas e usei-as como molho para o restante gelado de baunilha.

Ingredientes:
115g de manteiga (+ alguma para untar)
1 chávena de açúcar (+ algum para polvilhar)
1 chávena de farinha com fermento
1 chávena de leite
2 chávenas de amoras

  1. Derreter a manteiga no microondas. Usar a restante para untar uma forma.
  2. Numa tigela misturar o açúcar, a farinha e o leite. Juntar por fim a manteiga e misturar bem.
  3. Verter a mistura na forma. Distribuir as amoras pela mistura.
  4. Polvilhar o topo com açúcar e levar ao forno a 180ºC, durante cerca de 1 hora ou até ficar dourado e borbulhante.
É quase magico como algo tão simples pode ficar tão bom. De ressalvas só tenho duas: uma é que no forno que usei, apesar de eu marcar para os 180ºC, a temperatura pareceu-me muito maior e em 20 minutos estava feito; outra é que quando estava quase pronto polvilhei com mais algum açúcar como a Pioneer Woman sugere mas é desnecessário. Ah e uma explicação que ficou incompleta: não sabia como chamar a esta receita, não conheço nenhum equivalente para cobbler em português que me satisfizesse, daí o título menos habitual deste post.

Bom apetite.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bolo de Iogurte de Limão e Sementes de Papoila


Andam aí pelas pastelarias do país uns muffins de limão, embrulhados em papel preto, que são uma perdição. Foram eles o incentivo para este bolo de limão e sementes de papoila. A inspiração, essa, veio do blog Smitten Kitchen e das suas variações sobre uma receita da Ina Garten, a Barefoot Contessa da Culinária. A desculpa, por sua vez, veio da presença esperada de visitas cá em casa e foi só mesmo uma desculpa que o bolo acabou por ser todo comido pela malta da casa, mas enfim, os bolos sabem-me melhor se tiverem uma desculpa.

Ah e este é um bolo que precisa dum aviso: é preciso gostar de limão!

Ingredientes (medidos em pacotes de iogurte):
3 pacotes de farinha
2 pacotes de iogurte natural (não açucarado)
2 pacotes de açúcar
1 pacote de óleo vegetal
3 ovos
raspa de 2 limões
3 colheres de chá de fermento
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de extracto de baunilha
2 colheres de sopa de sementes de papoila

75ml sumo de limão + 75g de açúcar

  1. Aquecer o forno a 180ºC e preparar* uma forma tipo bolo inglês.
  2. Peneirar a farinha e juntar-lhe o sal e o fermento.
  3. Noutra tigela bater os ovos com o açúcar, baunilha, iogurte e raspa de limão. Juntar depois a farinha e envolver. Por fim incorporar o óleo.
  4. Levar ao forno durante 50 minutos ou até um palito sair seco no centro. Deixar arrefecer 10 minutos e retirar da forma.
  5. Entretanto levar ao lume o sumo de limão com o açúcar até dissolver. Verter sobre o bolo ainda morno deixando-o ensopar (é mais fácil se se fizer vários furinhos na superfície com um palito e se se usar um pincel). deixar arrefecer completamente.

Se quiserem ainda se pode, depois de arrefecido cobrir com uma cobertura de limão, bastando para isso juntar 1 pacote de açúcar em pó com 2 colheres de sopa de sumo de limão e verter sobre o bolo.

*A minha forma é de silicone e por isso não precisa de nenhuma preparação. As formas de outros tipo convém que sejam forradas no fundo com papel vegetal, untadas com manteiga e polvilhadas com farinha.


Bom apetite.




sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Queques de Banana e Chocolate



Para começar uma confissão: ultimamente dá-me para comprar bananas sabendo que não as deverei conseguir comer em tempo útil, só para as ver ficar cada vez mais pretas no frigorífico e ter uma boa desculpa para fazer algum tipo de bolo com elas. 

Desta vez para além da desculpa da maturidade avançada, havia também a desculpa da necessidade do farnel a meio dum passeio fisicamente puxado (para quem não está habituada, o que é o caso). Sim, que a vida não é só hambúrgueres de porco e maçã... um docinho também calha sempre bem.

A receita é da Nigella Lawson e contrariamente ao que eu esperaria (dada a fama de gulosa da senhora) acho que precisam de um pouco mais de açúcar da próxima vez. Confirmo a previsão dela em relação à quantidade: a receita dá 12 queques certinhos. Queques, sim. Para mim muffins, cupcakes e quejandos vão todos corridos a queques, que ao menos é um nome bem aportuguesado e generalista. Tirando o Bolo de Arroz, que no fundo é um queque mas respeitável e com direito a nome próprio.

Ingredientes:
3 bananas muito maduras
125ml de óleo vegetal
2 ovos
100g de açúcar amarelo
225g de farinha
3 colheres de sopa de cacau
1 colher de chá de bicarbonato de sódio

  1. Esmagar as bananas e misturar-lhes primeiro o óleo e depois o açúcar e os ovos.
  2. Numa outra tigela misturar a farinha, cacau e bicarbonato e juntar ao preparado anterior. Misturar só o suficiente para homogeneizar.
  3. Verter numa forma de queques (untada se for necessário) e levar ao forno a 200ºC durante 15-20 minutos (até um palito no centro do queque sair limpo).

É tão rápido... quer para fazer, quer para comer. Bom apetite.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Hamburguer de Porco e Maçã com Cebola Caramelizada



Enquanto chegavam e não chegavam as férias houve uns passeios do programa Ciência Viva no Verão que me foram trazendo o aroma das férias de Verão para os fins de semana que intervalam o trabalho. Uns mais calmos que outros mas aconteceu que este ano foram todos à volta da geologia. Ora, depois de uma manhã andar pedregulho acima, pedregulho abaixo pela Serra da Arrábida e com a perspectiva de uma continuação pela tarde fora, é preciso algo para recuperar as energias a meio do dia. Neste último passeio, em redor do Portinho da Arrábida, parte desse precioso combustível foram estes refrescantes hambúrgueres.


Ingredientes:
450g de carne de porco picada
1 maçã ralada sem casca
1 cebola finamente picada
1 ovo batido
Sálvia picada, azeite, sal e pimenta qb

2 cebolas em rodelas

1 colher de sopa açúcar mascavado
Manteiga qb

  1. Colocar a cebola em rodelas ao lume baixo com o açúcar e a manteiga. Deixar cozinhar lentamente, durante cerca de 40minutos, mexendo de vez em quando, até caramelizar.
  2. Entretanto, colocar a cebola picada 30 segundos no microondas na potência máxima (passo opcional, corta um pouco a intensidade da cebola: a que usei era muito forte).
  3. Misturar a cebola com os restantes ingredientes, temperar com sal e pimenta e levar ao grelhador ou à frigideira com um pouco de azeite quente, cerca de 7 minutos de cada lado.
  4. Servir com a cebola caramelizada.
Esta receita pertence à revista de culinária Olive e podem vê-la aqui. Gostei bastante e hei-de repetir noutras ocasiões.

Bom apetite.
Related Posts with Thumbnails
 

A Casa da Vidazinha Copyright © 2009 Cookiez is Designed by Ipietoon for Free Blogger Template