segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tarte de Manga ao Contrário


Uma manga colhida no tempo devido na terra dela, enviada para cá em avião, posta em promoção no supermercado e eis senão quando vem a destemida manga dar-se por presente no meu frigorífico. Bem corada e fragante, arregalava-se-me de cobiça o olho cada vez que o punha nela. Tardava no entanto o momento de pôr-lhe o dente: uma fruta tão airosa e que prometia um tal deleite merecia um final de resplandecente fulgor. Algo singelo, não fosse o seu brilho natural perder-se em convolutos trabalhos: uma tarte só de si, apenas a baunilha lhe retoca o aroma. Cortou-se, enfim, em fatias o prazer, repartiu-se por mãos amigas e por minutos para nós brilhou a nobre manga, com o brilho de quem por fim chega ao prò que nasce.

Ingredientes:
1 manga grande
2 colheres de sopa de açúcar
1/2colher de chá de essência de baunilha
30g de manteiga
1 placa de massa folhada

  1. Untar uma tarteira com a manteiga, espalhar a essência de baunilha e polvilhar com o açúcar.
  2. Descascar e cortar a manga em fatias e cobrir com elas o fundo da tarteira.
  3. Cortar a massa folhada estendida ao tamanho da tarteira e colocá-la por cima da manga, enrolando as pontas para baixo.
  4. Levar ao forno a 200ºC durante 20 minutos ou até a massa estar cozida e dourada.
  5. Tirar do forno e cuidadosamente inverter a tarte sobre um prato, repondo qualquer pedaço de manga que saia do sítio.
Pode-se servir quente com gelado, iogurte ou natas azedas. Ou simples. É óptimo mas tem a tendência para desaparecer em poucos minutos. A receita veio de um livro que me anda a encantar desde que mo ofereceram pelos anos: "Que delícia!" de Caroline Brewester. É a primeira que experimento e vai certamente ser a primeira de muitas.

Bom apetite.

domingo, 20 de novembro de 2011

Panquecas de Marmelo


Foi através da página de Facebook do blog No Soup For You que descobri esta receita da revista Saveur. Assim que a vi fiquei logo entusiasmada a pensar nuns marmelos que havia descoberto dois dias antes a viverem em cima do meu frigorífico (a minha mãe às vezes passa lá por casa e deixa por lá umas coisas e esquece-se de me avisar...). Eu não sou muito de marmelada ou de marmelo assado mas estou sempre disposta a experimentar novos usos para os marmelos, sejam bolos, cremes ou, neste caso, panquecas.

O resultado no entanto foi mediano. De sabor são óptimas, mas saíram todas demasiado húmidas por dentro, ou mesmo cremosas, o que não sendo mau, também não é o que eu pretendo numa panqueca. Mesmo as que fiz em lume mais baixo e deixei cozinhar mais tempo ficaram assim. Acabei por gostar mais delas já frias. Para a próximas (e vai haver próxima de certeza porque congelei parte da massa) vou diminuir a proporção de marmelo para o resto da massa. Há sempre a  possibilidade de a falha ser minha e não da receita: talvez o meu puré de marmelo estivesse mais esmagado do que o que se pretendia, por exemplo.

Em relação à receita original, só fiz uma modificação de vulto: o método de cozedura dos marmelos (cozi a vapor e com casca).

Ingrediente:
2 marmelos cortados aos pedaços
2 estrelas de anis
1 pau de canela
1 cm de gengibre
1/4 chávena de açúcar
1,5 chávenas de leite
2 colheres de manteiga
1 ovo ligeiramente batido
1 chávena de farinha com fermento
1/4 colher d echá de sal
1/4 colher de chá de canela

  1. Na panela de pressão colocar um litro de água, o pau de canela, gengibre e as estrelas de anis. Por cima, no utensílio de cozer ao vapor colocar os marmelos. Levar ao lume cerca de 15-20 minutos. Quando cozido esmagar grosseiramente.
  2. Juntar ao marmelo esmagado o leite, a manteiga derretida e o ovo. Noutra tigela misturar a farinha peneirada, o açúcar, sal e a canela e depois juntar ao preparado de marmelo.
  3. Numa frigideira larga derreter um pouco de manteiga e fritar em levas panquecas de cerca de 2 colheres de sopa, 3 minutos de cada lado. Entre levas juntar mais manteiga à frigideira.
  4. Servir quente polvilhado com açúcar em pó.

A água da cozedura dos marmelos faz um belo sumo ao qual podem juntar o sumo de 2 laranjas, coar e servir fresquinho.

Bom Outono!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pasta Carbonara com Couve de Bruxelas



Desde que os dois rapazes do excelente The Bitten Word me fizeram descobrir que afinal até gosto de couve de Bruxelas, que não consigo passar pela secção de legumes dos supermercados sem resistir a trazê-las sempre que lá vejo embalagens delas frescas e verdinhas. Lá em casa estamos rendidos.

Para mais, elas ficam sempre bem com bacon, que é outra coisa a que nos rendemos, e daí a pensarmos numa Pasta Carbonara foi um passo. Foi num daqueles dias em que não apetecia cozinhar mas em 15 minutos estava feito um jantar que nos soube maravilhas.

Ingredientes (foi tudo a olho, por isso não vou pôr quantidades):
Esparguete
Bacon em tiras
Couve de Bruxelas cortadas em quartos
1 ovo (por cada 2 pessoas) batido
Queijo parmesão ou Grana Padano ralado
Azeite, sal e pimenta

  1. Cozer o esparguete al dente, em água com sal. Escorrer e reservar um pouco da água de cozedura.
  2. Entretanto numa frigideira aquecer um fio de azeite em lume forte. Juntar o bacon e quando estiver cozido mas ainda não tostado juntar a couve de bruxelas. temperar com sal e pimenta. Deixar tostar sem mexer muito, virando as couves conforme necessário.Quando estiverem tostadas, baixar um pouco o lume e deixar cozinhar 5 minutos, mexendo de vez em quando.
  3. Numa tigela bater o ovo com o queijo ralado. Juntar o esparguete e o ovo com o queijo à frigideira e mexer bem. Se necessário, juntar um pouco da água da cozedura da massa s o molho estiver espesso demais. Deixar cozinhar 2-3 minutos, mexendo bem.
  4. Pode-se servir polvilhado com salsa.
Bom apetite.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Queques de Maçã com Cobertura de Caramelo



Que tragédia! Uma pessoa faz uma gulosice, neste caso uma cobertura de bolo para lá de óptima a saber a caramelo, sobra imenso e depois tem de andar a pensar onde é que vai utilizar o restante que entretanto congelou. Depois toca de pensar em coisas gulosas e quando dá por si está na cozinha a abrir a porta ao forno e a tirar lá de dentro uns queques de maçã. E pior! Como se fizeram poucos queques ainda sobrou mais cobertura... Lá vou ter de pensar noutra gulosice qualquer... Ai ai...

Ingredientes para 6 queques:
1 maçã picada fininho
125 de iogurte
120g de açúcar amarelo
150g de farinha para bolos
50ml de óleo
1 ovo batido
50g de manteiga
noz moscada e canela

  1. Derreter a manteiga numa frigideira. Juntar a maçã picada e deizar cozinhar aqté começar a dourar. Juntar canela e noz moscada a gosto. Reservar.
  2. Misturar o iogurte com o açúcar amarelo. Incoroporar a farinha. Juntar o óleo e o vo, homogeneizar e por fim juntar a maçã.
  3. Levar ao forno a 180ºC durante 20minutos ou até um palito sair seco quando espetar um queque no centro.
Bom apetite.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pá de Porco com Mostarda e Arroz de Rúcula




Quando se tem alguém em casa que não gosta de espinafre, vai-se progressivamente chegando à conclusão que o espinafre dá jeito para muita coisa: é uma bela maneira de acrescentar uns verdes a muitos pratos, desde sopas a lasanhas, por exemplo. Dou por mim a pensar como os subsituir mas até agora nenhuma das substituições que experimentei (grelos, nabiça, agrião) me tinha satisfeito por terem um sabor mais intrusivo do que o do espinafre. Desta vez resolvi experimentar a rúcula, que em salada crua tem um sabor um pouco forte a lembrar a mostarda e o teste foi feito sob a forma de arroz. Para mim, foi o vencedor até agora: no arroz o sabor torna-se mais súbtil e muito agradável. A técnica é um pouco diferentedo habitual, com a rúcula a ser só adicionada no final da cozedura, o que faz com que fique cozida mas ainda com alguma textura (o que para mim é um bónus).

Não sei como responde a rúcula a uma cozedura mais demorada mas hoje vou descobrir: sai uma lasanha de bacalhau com rúcula para o jantar!

Ingredientes (a refeição foi para duas pessoas):
Arroz qb
Caldo de galinha ou vegetais (2x o volume do arroz)
3 dentes de alho picado
1/2 cebola picada
50g de rúcula
10-15 folhas de mangericão picadas
1 folha de louro
Azeite, sal e pimenta qb

  1. Aquecer azeite num tacho e refogar a cebola com o alho picado. Quando a cebola estiver translúcida juntar a folha de louro e o caldo de galinha. Deixar ferver.
  2. Quando ferver juntar o arroz, mexer e deixar retomar a fervura em lume forte. Quando ferver, baixar o lume para o mínimo, tapar o tacho e deixar cozer 12 minutos.
  3. Desligar o lume, juntar a rúcula e o mangericão, misturar tudo e tapar 5 minutos para acabar de absorver os líquidos e cozinhar a rúcula.
A acompanhar o arroz (ou vice-versa) assei uma fatia grossa de pá de porco no forno, marinada com mostarda.

Ingredientes:
1 fatia grossa de pá de porco
2 colheres de chá de mostarda de Dijon
4 dentes de alho
1 dl de vinho do Porto branco
Azeite, sal e pimenta qb
Sálvia picada, a gosto

  1. Temperar a pá de porco com a mostarda, o vinho, o alho esmagado, a sálvia, sal, pimenta e um fio de azeite. Deixar marinar 2-4horas ou idealmente de véspera.
  2. Colocar a carne num tabuleiro, juntamente com algum azeite e os líquidos da marinada. Levar ao forno até cozinhar e dourar (30 minutos, dependendo da grossura da fatia). Se necessário juntar mais água ou vinho.
Bom apetite.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Bolo de Especiarias com Recheio de Abóbora e Laranja e Cobertura de Caramelo


(Trinta) anos, que tolo! 
Ainda se os desfizesse, 
Mas fazê-los não parece 
De quem tem muito miolo!* 

Trintinha e não trintona, já dizia um amigo... E foram mesmo trinta velas, já que este ano ao contrário do que me é costume, apeteceu-me celebrar como quem sabe que a vida é um milagre incerto. E também como quem pressente há muitos anos que os trinta vão ser a melhor década da minha vida.
Para comemorar como deve ser, para além de amigos e família, não pode faltar o bolo. Estamos no final de Outubro e não há como deixar o Outono lá fora, por isso quis trazê-lo até à boca nos sabores do meu bolo de aniversário. Assim vieram as especiarias (a canela, o gengibre, o anis), veio a abóbora, vieram as laranjas e por fim, a rematar como a proverbial cereja no topo do bolo, veio a riqueza do caramelo.




O bolo em si veio do Smitten Kitchen apenas lhe acrescentei a olho a canela e o anis moído. Por qualquer motivo ambos os bolos (este é um bolo de duas camadas, portanto ao forno vão dois bolos iguais que depois se sobrepõem) abateram um pouco quando saíram do forno. Poderá ter sido por a receita original usar farinha para bolos sem fermento e depois juntar o fermento à parte e cá só se arranjar farinha para bolos com fermento (talvez as concentrações de fermento sejam diferentes). O que é certo é que o abatimento resolveu a questão do nivelamento: fiquei com dois bolos direitíssimos, sem qualquer cúpula que fosse preciso corrigir e a textura ficou muito agradável, húmida e nada seca (eu não aprecio nada a textura dos pães-de-ló secos...).

O recheio foi um creme de abóbora com laranja que já havia testado há umas semanas atrás, tipo um curd, feito com abóbora manteiga previamente assada. Tem um sabor subtil, nada enjoativo onde se notam bem tanto a abóbora como a laranja e ainda um toquezinho de gengibre.

Por fim a cobertura, da qual me sobrou ainda um tupperware inteiro, que congelei, e hei-de usar em queques um destes dias, é um buttercream ao estilo italiano, uma emulsão de claras, açúcar e manteiga, mas neste caso feito com caramelo. É um pecado de manteiga é certo, mas como qualquer bom pecado vale o seu peso em prazer. A técnica veio daqui, onde se podem ver muitas dicas passo-a-passo (e no final também, a desmistificação do processo ao mostrarem como é difícil fazer com que corra mal)  mas os ingredientes e quantidades vieram da Martha Stewart. Usei essas quantidades mas depois de decorado o bolo sobrou cerca de um terço da receita.

E com a preguiça de quem fez anos e está de fim-de-semana prolongado, deixo-me o privilégio de não escrever aqui nenhuma das receitas, remetendo os possíveis interessados para os links que vos deixei. ;-p

Bom Outono e bom apetite!

*Adaptado de João de Deus

domingo, 23 de outubro de 2011

Fusilli de Abóbora e Bacon e Um Livro


O segundo destino da abóbora que assei na semana passada foi um almoço rápido de fim de semana: daqueles fins de semana em que nos embrenhados numa tarefa há muito adiada, porque de semana não há tempo e depois logo fazemos no fim de semana mas quando este chega a vontade não aparece e se vai protelando e protelando até que num abençoado dia acordamos com uma fúria qualquer que nos enche de uma determinação tal que nem há tempo pra pensar em almoços.


Nestes próximos fins de semana para mim também não haverá muito tempo para pensar em elaboradas refeições mas por motivos diferentes. Saiu no meio do mês um livro de BD pela Editora Asa, escrito por mim e desenhado por Hugo Teixeira. É uma história de magia juvenil mas para todas as idades (espero eu) e chama-se Mahou - Na Origem da Magia. O lançamento oficial vai ser no festival Amadora BD, no Fórum Luís de Camões, no sábado dia 5 de Novembro mas entretanto estaremos todos os fins de semana no festival que começou ontem, para convívio, autógrafos, ver exposições, etc. Apareçam.

Ingredientes:
Fusilli
Abóbora assada (em cubos)
Cebola (picada)
Alho (picado)
Azeite, sal e pimenta
Salvia
Bacon (em tiras)
Parmesão ralado

  1. Cozer o fusilli em água com sal.
  2. Numa frigideira, fritar o bacon num pequeno fio de azeite até tostar. Juntar a cebola, o alho e a sálvia.
  3. Quando a cebola estiver translúcida juntar a abóbora e temperar com sal e pimenta. Deixar a abóbora aquecer (vai parcialmente desfazer-se formando quase um molho).
  4. Juntar o fusilli escorrido e alguma da água da cozedura para aligeirar o molho. Envolver bem e desligar o lume quando o molho tiver a consistência desejada. Polvilhar com parmesão ralado, mais um pouco de sálvia e servir.

Esta é mais uma receita sem quantidades: deixem-se guiar pelo vosso gosto.

Bom apetite.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pão de Sementes e Creme Doce de Abóbora


Bake Bread for World Bread Day 2011Estava este pão a cozer no forno quando descobri que hoje é o Dia Mundial do Pão. Que bem que calhou!

A inpiração para este pão veio de 2 sítios. Primeiro de um livro maravilhoso que me chegou pelo correio esta semana: The River Cottage Bread Handbook. Há algum tempo que procurava um livro de culinária dedicado ao pão mas custei a decidir-me... ao vivo só encontrava livro baseados em máquinas de pão, que eu não tenho nem me sinto tentada a vir a ter. Pela net, sinto sempre falta de ver os livros na mão antes de os comprar, mas foi por acabei por escolher. Quando chegou fiquei agradavelmente surpreendida e olhem que as expectativas já eram altas: o livro tem um formato compacto (lá está, é um handbook), tem uma paginação arejada, agradável e elegante, fotografias adoráveis e uma capa com textura muito mais bonita ao vivo do que nas imagens de previews. O livro em si é mais um livro de técnicas do que de receitas. Não é não tenha receitas de pão, tem várias e com óptimo aspecto mas a parte mais importante é a parte que esmiuça as técnicas básicas pois a partir daí tem-se as portas abertas para chegar a qualquer pão.


Segundo, o que me inspirou especificamente para um pão de sementes, foi uma abóbora-manteiga que assei este fim de semana para fazer puré. Ao limpar a abóbora vi todas aquelas sementes e pensei: uhm... que bem que ficavam num pão... Guardei-as as sementes, tostei-as ligeiramente no forno enquanto a abóbora assava, juntei-lhes mais algumas sementes que haviam cá por casa e lá foram elas fazer-me companhia na amassadura.

O puré da abóbora, esse, foi uma parte uma parte para fazer um creme doce de abóbora e laranja para acompanhar o pão; outra parte para sopa e o resto para congelar com destino ao que der e vier.


Pão de Sementes:
400g de farinha
100g de farinha integral
500ml de água
10g de fermento fresco
10g de sal
1 mancheia de sementes (abóbora, sésamo, papoila*)


  1. Na noite anterior juntar o fermento, 250g de farinha e 500ml de água e deixar levedar durante a noite.
  2. De manhã juntar o resto da farinha, o sal e as sementes mais pequenas, mexendo com uma mão até ter uma massa minimamente amassável. Depois passar a massa para uma superfície enfarinhada e amassar cerca de 10 minutos até ter uma massa macia e elástica. Pode ser necessário juntar um pouco mais de água por causa da farinha integral. Perto do final juntar as sementes maiores e dispersá-las amassando.
  3. Deixar levedar até dobrar de tamanho. depois com a ponta dos dedos calcar a massa para tirar o ar, dobrar as pontas (como quem dobra um folheto) e deixar levedar novamente até ao dobro.
  4. Ligar o forno no máximo e colocar um tabuleiro a aquecer e um pequeno recipiente a aquecer.
  5. Voltar a tirar o ar à massa, dar-lhe a forma pretendida. Untar a superfície com um pouco de água e polvilhar com algumas sementes. Deixar repousar de preferência num cesto com um pano enfarinhado.
  6. Quando tiver quase dobrado de tamanho, colocar o pão no tabuleiro aquecido, fazer um ou dois golpes no topo com uma faca serrilhada e colocá-lo no forno. Nessa altura verter também alguma água no outro recipiente que se colocou a aquecer no forno e fechar a porta de imediato (com algum cuidado que o vapor de água queima).
  7. Ao fim de 10 minutos baixar um pouco a temperatura e deixar o pão cozer cerca de 40-50 minutos.
  8. Retirar do forno e deixar arrefecer antes de cortar.



Creme de abóbora e laranja
100g de puré de abóbora
1 ovo
30g de açúcar
18g de manteiga com sal
1/2 laranja (sumo e raspas)
Gengibre fresco qb


  1. Em banho maria levar o puré a aquecer. Enquanto isso numa tigela bater o ovo com o açúcar, o sumo e raspas de laranja e gengibre ralado a gosto.
  2. Lentamente juntar o preparado de ovo ao puré mexendo sempre. Deixar a mistura cozinha, mexendo com frequência até o creme engrossar (cerca de 20minutos).
  3. Quando tiver uma boa consistência de creme, tirar do lume e juntar a manteiga. Deixar arrefecer.


*juntem as sementes que tiverem e gostarem, por exemplo linhaça ou girassol, também são muito boas.

Bom apetite!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Salada de Couve Roxa com Roquefort e Bacon


Há que admitir: na maior parte das vezes, uma salada é aquele conjunto de vegetais crus que se mistura 3 segundos antes de se pôr a comida na mesa, geralmente umas folhitas de alface, um bocadito de tomate, sal, azeite e vinagre e já 'tá, 'bora p'ra mesa que o jantar arrefece!

Não admira por isso que quando resolvi fazer uma salada mais elaborada, ainda por cima para um banalíssimo jantar rápido a meio da semana, houvesse quem comentasse que enfim, demorou mais a salada que o resto do jantar... Por acaso não foi bem verdade que ela só levou o tempo que o resto levou no forno mas a montagem final foi a última coisa a fazer, já depois do resto estar pronto. A "vingança" acabou por ser que afinal a salada foi o elemento mais repetido da refeição, efeito secundário de ter sido o mais apreciado.

A receita não é minha, é de um livro apetitoso chamado Vegetables from an Italian Garden: Season-by-Season Recipe do qual tenho várias receitas em lista de espera. A couve roxa em geral é muito boa a acompanhar carne de porco e neste caso, como é uma salada complexa, acompanhei-a com carne de porco grelhada, marinada mas sem molhos, para manter a complexidade sob controlo.

Ingredientes:
1 couve roxa pequena (em juliana fina)
120ml de vinagre de vinho tinto
4 colheres de sopa de azeite
250g de bacon em tiras
6 fatias de pão branco (cortado em cubos, sem côdea)
100g de roquefort (em pedaços)


175ml de azeite
3 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
1 colher de sopa de mostarda de Dijon
Sal e pimenta

Alface para servir

  1. Levar o vinagre de vinho tinto ao lume até ferver. Colocar a couve roxa numa tigela e verter o vinagre sobre ela. Misturar. (Eu como gosto da minha couve roxa um pouco mais macia, a seguir a este passo levei-a ao microondas um minuto, depois reservei no frigorífico).
  2. Aquecer um colher de azeite numa frigideira e fritar o bacon em lume médio cerca de 8-10minutos até ficar bem estaladiço. Reservar o bacon.
  3. Juntar o restante azeite à frigideira e fritar os cubos de pão até ficarem dourados, virando-os ocasionalmente. Pode ser necessário fazê-lo em mais de uma leva. Escorrer em papel de cozinha.
  4. Preparar o vinagrete juntando o azeite, vinagre branco, mostarda, sal e pimenta.
  5. Por fim, juntar a couve roxa, bacon, pão e queijo roquefort. Temperar com o vinagrete e servir sobre folhas de alface.
Para a ocasião fiz apenas metade da salada. A salada inteira dará para 4-6 pessoas, dependendo do que se serve a acompanhar.

Bom apetite.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pescada em trouxa de couve



Acho que admiro as pessoas que têm a presciência de fazer com antecedência comida em quantidades pantagruélicas para depois não terem grande trabalho com os jantares durante a semana de trabalho. No meu caso, pelo contrário, cinco dias da semana são cinco jantares feitos com o menor trabalho possível e no menor tempo possível, para tentar que estejam prontos antes das 22h (o que nos dias em que essa é a hora a que se chega a casa é impossível). Só não sei se realmente os admiro porque gosto de comer e para mim o melhor de cozinhar é poder comer exactamente (salvo a ausência de algum ingrediente ou de capacidade técnica) aquilo que me está a apetecer e hoje sei lá o que me vai apetecer amanhã.

E a que propósito vem isto? Vem a propósito de uma receita muito prática e sem grandes complicações, ideal para um dia da semana.

Ingredientes (2 pessoas):
4 medalhões de pescada congelados
8 folhas de couve coração
1 cálice de vinho branco
Bacon em tirinhas
Azeite, sal, pimenta

  1. Escaldar as folhas de couve em água a ferver.
  2. Temperar os medalhões com sal e pimenta. Colocar um fio de azeite num tabuleiro.
  3. Sobre uma folha de couve colocar bacon, depois um medalhão e depois mais bacon. Enrolar a folha e depois enrolar no sentido oposto com outra folha. Colocar no tabuleiro com as pontas da couve para baixo. Repetir com os outros medalhões.
  4. Juntar o cálice de vinho branco ao tabuleiro. Cobrir o tabuleiro completamente com folha de alumínio e levar ao forno a 180ºC durante cerca de 30 minutos. Se necessário, depois tirar o alumínio de deixar mais uns minutos para secar o caldo.
Bom apetite.
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